coluna

Dan Kawa: Separar o ruído do sinal é a única forma de investir corretamente daqui para a frente

Secretário dos EUA cita Brasil como exemplo de reformas

O secretário-assistente de Estado dos Estados Unidos para assuntos da América Latina, Otto Reich, citou o Brasil como exemplo de país que tem recebido volumes significativos de investimentos estrangeiros por conta das reformas econômicas conduzidas na década passada, privatizações e abertura comercial, principalmente. Reich falou logo após o secretário Colin Powell, na abertura do 32ª Conferência de Washington, promovida pelo Conselho das Américas. "O Brasil resistiu bem à profunda crise que se abateu sobre a Argentina", disse Reich.Há cerca de três meses no cargo, Reich chamou a atenção das autoridades e da mídia brasileiras quando ignorou o Brasil, que ele qualificou hoje como 8ª economia do mundo, em seu discurso de posse. Hoje, ele mencionou o País, ainda que uma única vez.Principal autoridade do governo George W. Bush para a América Latina, Reich elogiou o Chile, colocando o país como o mais transparente, aberto e de melhores práticas de governança em toda a região Para ele, fazer andar a "agenda comercial" dos Estados Unidos é um grande desafio para o país, que depende da aprovação do pedido de concessão da Autoridade de Promoção Comercial (TPA, na sigla em inglês) para fazer acordos de comércio. Ainda assim, Reich informou que um acordo de livre comércio entre EUA e Chile está prestes a sair. Logo após a conclusão do acordo, Washington vai buscar um acordo com os países da América Central.Ao defender a criação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca), entre 34 países do Continente, Reich afirmou que o acordo vai trazer mais crescimento econômico e investimentos externos para a região. Ressaltou que, no México, metade dos milhares de empregos criados após a implantação do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta) está diretamente ligada ao comércio.

Agencia Estado,

06 de maio de 2002 | 13h20

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.