Coluna

Thiago de Aragão: China traça 6 estratégias para pós-covid que afetam EUA e Brasil

‘Segredo para o sucesso é ambição e muito trabalho', diz executivo

 Indiano, naturalizado brasileiro, Bhashar tem o perfil que os caçadores de talentos procuram

Fernando Scheller, do Estadão,

20 de novembro de 2013 | 16h32

DESMENTIDO: O executivo retratado nesta reportagem foi desmentido em matéria do dia 27/11

SÃO PAULO - Engenheiro trainee na Embraer, pós-graduado na prestigiada Wharton Business School e com passagens por montadoras e empresas do setor financeiro. Expatriado para Estados Unidos, México e Índia.

O currículo do executivo Yelisetty Udaya Bhaskar – nascido na Índia, mas naturalizado brasileiro – é uma espécie de resumo do que os recrutadores brasileiros de cargos de liderança estão procurando.

Bhaskar veio para o Brasil aos 5 anos, com a família.

O pai, professor, aconselhou uma carreira em engenharia. Aos 24 anos, entrou na Embraer como trainee. Não demorou muito para ser atraído para um cargo executivo em uma multinacional francesa, a Valeo. Antes mesmo dos 30 anos, a aposta na carreira executiva levou o profissional a experiências nos EUA e no México.

Procurado por um headhunter, voltou ao Brasil para atuar na Mercedes-Benz, onde permaneceu por quatro anos. Novamente atraído por uma proposta apresentada por um consultor, ele transferiu-se para a Visanet (hoje Cielo), onde permaneceu por sete anos e chegou a ser diretor-executivo da área de risco e renda.

Saiu "com uma bolada boa", segundo diz – depois que a empresa arrecadou R$ 8,4 bilhões com a abertura de capital, em 2009.

Pensar fora da caixa. Bhaskar chegou à posição de presidente executivo aos 40 anos. Para obter o cargo mais sonhado pelos executivos iniciantes, ele teve de voltar às origens e "pensar fora da caixa". Hoje, aos 42 anos, o executivo comanda a Nilla Business, dedicada a administrar os bens de uma comunidade de 300 famílias indianas ao redor do mundo. O patrimônio administrado pela companhia é de cerca de R$ 1 bilhão.

A empresa, baseada em Londres, busca oportunidades de negócio ao redor do mundo, inclusive no Brasil.

Hoje, a Nilla tem fatias de uma rede de restaurantes no Reino Unido, em uma linha aérea indiana e também algumas apostas no Brasil, como a escola de inglês Achieve Languages, aberta em 2012 e que já contabiliza 30 unidades. O projeto prevê a transformação de escolas de inglês "sem bandeira" em membros do método Oxford de ensino.

O segredo para se chegar ao posto mais alto de um negócio, de acordo com Bhaskar, é ter ambição e disposição para trabalhar. "Eu trabalho o tempo todo, mesmo em casa, e tenho prazer nisso", diz o filho de indianos. "Para os indianos, ficar um dia sem trabalhar é como passar um dia inteiro sem comer. É assim que eu penso."

Tudo o que sabemos sobre:
forum estadao educacao

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.