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Segunda prévia do IGP-M fica em 0,21%, taxa idêntica à de agosto

A segunda prévia da inflação medida pelo Índice Geral de Preço do Mercado (IGP-M)de setembro subiu 0,21%, taxa de elevação idêntica à registrada na segunda prévia do mesmo indicador em agosto. Até a segunda prévia de setembro, o IGP-M acumula elevações de 2,18% no ano, e de 3,20% em 12 meses. A taxa, anunciada nesta quarta-feira pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), ficou perto do piso das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pela Agência Estado, que esperavam uma taxa entre 0,20% a 0,33%, e abaixo da mediana das expectativas (0,26%).Assim como outros indicadores de inflação, o IGP-M é composto por três outros índices: o Índice de Preços no Atacado (IPA), com 60% do total; o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), com 30%; e o Índice Nacional da Construção Civil (INCC), com 10%. No atacado a alta foi de 0,27% na segunda prévia de setembro, ante 0,25% na segunda prévia do IGP-M de agosto. No varejo, a elevação foi de 0,13%, ante inflação de 0,05%. A inflação da construção, por sua vez, subiu 0,07% na segunda prévia de setembro, ante alta de 0,40% em igual prévia em agosto.O período de coleta de preços para cálculo da segunda prévia do IGP-M de setembro foi do dia 21 de agosto a 10 de setembro.Taxas idênticasA taxa idêntica da segunda prévia do IGP-M de setembro, ante igual prévia em agosto foi favorecida pelo fato de que o IPA, indicador de maior peso na formação do IGP-M, ter registrado resultado praticamente igual, da segunda prévia de agosto para igual prévia em setembro (de 0,25% para 0,27%). A análise é do coordenador de Análises Econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Salomão Quadros.Ele lembrou que o IPA representa 60% do total do indicador. "Ou seja, com o IPA registrando taxa muito próxima à apurada na prévia anterior, temos uma manutenção de 60% do resultado do índice", considerou o economista. Fechado de setembroO IGP-M fechado de setembro pode ser menor do que a taxa do indicador apurada em agosto (0,37%), na avaliação do coordenador da FGV. Para o economista, a trajetória atual do IGP-M é de desaceleração, e não de aceleração. Ele analisou a evolução dos últimos IGPs calculados pela FGV, do final de agosto até agora, e considerou que, se fossem todos colocados lado a lado, seria possível perceber que a movimentação dos IGPs é decrescente. O economista recordou os resultados do IGP-DI de agosto, e do IGP-10 de setembro, que registraram altas respectivas de 0,41% e de 0,36%. Além disso, o técnico lembrou que a primeira prévia do IGP-M de setembro também subiu 0,21%. "Com resultados idênticos na primeira e na segunda prévia do IGP-M de setembro, é possível dizer que, nesse período, não houve nenhuma influência de aceleração expressiva de preços, praticamente", considerou, ressaltando porém que, embora tenha ocorrido a "coincidência numérica" entre os resultados dos dois indicadores, a composição de preços registradas nas duas prévias é diferente. Mas ainda assim, não oferecem registro de avanço significativo de preços que possa conduzir a um IGP-M fechado de setembro maior do que o de agosto. "Não estou dizendo que pode ser menor do que 0,21%. Mas que a trajetória dos IGPs, atualmente, é de desaceleração, e o indicador de setembro pode ser menor do que o de agosto", reiterou.Matéria alterada às 11h59 para acréscimo de informações

Agencia Estado,

20 de setembro de 2006 | 09h09

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