Gabriela Biló/Estadão
Gabriela Biló/Estadão

Segunda tentativa de acordo fracassa e policiais esperam mudar regras ainda na comissão

Reunião sem sucesso aconteceu pela manhã, com o ministro da Casa Civil, Onxy Lorenzoni, e o deputado Hugo Leal (PSD-RJ); governo pediu que o deputado retirasse o destaque 40 em favor da segurança pública

Adriana Fernandes, O Estado de S.Paulo

04 de julho de 2019 | 15h43

BRASÍLIA - Sem acordo em reunião nesta quinta-feira, 4, na Casa Civil, os agentes das polícias Federal, Rodoviária Federal  e Legislativa vão buscar as mudanças nas regras de aposentadoria por meio de aprovação de destaque na Comissão Especial da reforma da Previdência. Os destaques (sugestões de mudanças) que a categoria conta são os de número 47 e 40. 

A reunião fracassada aconteceu pela manhã, com o ministro da Casa Civil, Onxy Lorenzoni, e o deputado Hugo Leal (PSD-RJ). O governo pediu que o deputado retirasse o destaque 40 em favor da segurança pública. 

Em troca, o governo iniciaria um processo de diálogo para um possível atendimento de parcela dos pleitos da categoria numa emenda a ser construída em plenário da Câmara. 

Segundo os participantes da reunião, o problema foi que o ministro propôs idade mínima de 53 anos para homens e 52 anos para mulheres, porém, com pedágio de 100% sobre tempo que faltasse para trabalhar para a aposentadoria e ter acesso a integralidade (último salário da carreira) e paridade (reajuste igual dos policiais ativa).

A avaliação é o que o governo na reunião desta quinta não propôs nada além do que foi aventado nas negociações de quarta-feira, 3.  

Da forma como foi aprovado o texto-base da reforma na Comissão Especial, a categoria precisa cumprir idade mínima de 55 anos para se aposentar com esses benefícios.

Em áudio distribuído para a categoria, dirigente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) afirma que diante da proposta a categoria optou em não retirar o destaque e “ir para o voto”. Eles querem que o voto seja revelado quem é a favor da segurança pública.

Os dirigentes da categoria afirmam que estão dispostos a fazer concessões, mas cobram uma regra de transição nos mesmos moldes dos militares (com pedágio de 17%) para os atuais servidores e “alguma negociação” desse valor para os futuros militares que entrarem nas forças militares.

No áudio, o dirigente da Fenapef diz que o ministro Onyx fez na reunião um mea-culpa que o processo foi tumultuado e que entendia que não a categoria não tinha como abrir mão da votação de um destaque em nome de um compromisso futuro. Para a categoria, deixar a votação das mudanças no plenário seria uma “roleta russa”, podendo dar certo ou errado.

Os policiais dizem que há uma apagão completo na comunicação do governo, sem  definição claro de quem poderia resolver o problema.   

Um dos principais alvos das críticas da categoria é a líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann (PSL-S). Para os policiais, Halsselmann se elegeu com a bandeira da segurança e, agora, atrapalhou as negociações. 

 

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