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Segundo a CNI, 88% das empresas se dizem afetadas pela crise

Queda da demanda foi citada como principal efeito das turbulências, seguida do aumento do preço dos insumos

Leonardo Goy, da Agência Estado,

20 de novembro de 2008 | 12h05

A crise financeira internacional já começa a ser sentida pelos industriais brasileiros. E não apenas nas questões relativas ao crédito, mas, principalmente, no que se refere à queda da demanda. Pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) entre os dias 6 e 14 deste mês, junto a 385 indústrias, mostra que 88% das companhias consultadas se dizem impactadas pela crise econômica.   Veja também: De olho nos sintomas da crise econômica  Lições de 29 Como o mundo reage à crise  Dicionário da crise    A queda da demanda foi mencionada como o principal efeito das turbulências, seguida do aumento do preço dos insumos e equipamentos importados. Segundo a CNI, 57% das empresas que se dizem atingidas reduziram suas projeções de vendas para 2009.   Os investimentos no próximo ano também tendem a ser reduzidos. Dentre as empresas que tinham intenção de investir em 2009, 71% disseram que a crise afetou seus planos. Dentre essas, 57% companhias cancelaram ou adiaram os desembolsos por tempo indeterminado.   A situação do crédito, porém, continua preocupando os empresários. A CNI revela que 61% das empresas que participaram do levantamento afirmaram que a disponibilidade de financiamentos foi afetada pela crise. Dentre as empresas que tiveram essa percepção, 49% relataram que o crédito de curto prazo (usado, principalmente, para capital de giro) é o que está mais prejudicado. Para 21% das empresas que notaram dificuldade nos empréstimos a obtenção de financiamento de longo prazo é o maior problema.   As ações do governo para combater os efeitos domésticos da crise, principalmente para irrigar o mercado de crédito, foram bem avaliadas pelas empresas: 52% dos entrevistados disseram que as medidas estão sendo efetivas, ainda que de forma moderada.   A medida contra a crise mais desejada pelos empresários na época da pesquisa - citada por 59% dos entrevistados - é a ampliação do prazo para recolhimento de tributos. O governo atendeu a essa demanda dos empresários na última segunda-feira, por meio de Medida Provisória que aumentou em 10 dias o prazo para o pagamento de alguns impostos federais, tais como Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Imposto de Renda Retido na Fonte, do Pis-Cofins e da Contribuição Previdenciária.   Somente 1% dos entrevistados acredita que as turbulências serão superadas ainda neste ano. Para 40% dos entrevistados, a crise será solucionada somente em 2010 ou mesmo em anos posteriores. Por outro lado, 49% dos empresários acreditam que os problemas terminarão já no ano que vem.

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