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Segundo Nippon, CSN é concorrente da Usiminas e 'tem de tudo para querer atrapalhar'

Após aval do Cade, CSN conseguiu indicar dois membros ao conselho; Ternium, Nippon e Usiminas brigam na Justiça na tentativa de suspender esta decisão

Fernanda Guimarães, O Estado de S.Paulo

05 Julho 2016 | 16h27

SÃO PAULO - A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) é a principal concorrente da Usiminas e “tem de tudo para querer atrapalhar”, disse o diretor da Nippon Steel, Yoichi Furuta. Após aval do Cade à CSN, maior acionista minoritária da Usiminas fora do bloco de controle, conseguiu indicar em abril dois membros ao conselho, Gesner de Oliveira e Ricardo Weiss. Desde a eleição, Ternium, Nippon e Usiminas brigam na Justiça na tentativa de suspender esta decisão.

Furuta disse ainda que o fato de as ações da CSN na Usiminas estarem fora do bloco de controle acabam retirando o sentido nessa operação, visto que a Nippon respeita tal acordo, que tem vigor até 2031.

Em 2011 e 2012, antes da entrada da Ternium na Usiminas, a CSN investiu aproximadamente R$ 3 bilhões em ações de sua concorrente. No entanto uma decisão do Cade, de 2014, determinou que a CSN se desfaça de sua participação. Após uma grande desvalorização das ações em Bolsa, a participação da CSN na Usiminas é de cerca R$ 500 milhões.

Desde a entrada da Ternium na Usiminas a CSN tem tentado na Justiça a execução do tag along, que é um mecanismo de proteção do acionista minoritário. A CSN acusa a Nippon de ter vendido o controle da Usiminas para a Ternium e de ter recebido como “prêmio do controle” um aumento significativo de contratos entre partes relacionadas entre a Nippon e empresas da Usiminas.

“Não temos nem 1% do total dos contratos entre partes relacionadas (da Usiminas). Não sei de onde eles (CSN) estão tirando essas informações. Estamos tendo muito trabalho por conta disso e esses comentários são absurdos”, destacou Furuta.

Ternium. O diretor da Nippon disse que não vê possibilidade de esta companhia deixar o Brasil e se uma das empresas for comprar a participação da outra, tendo em vista o conflito societário, esta será a Nippon. No entanto, ele reiterou que não houve e nem há negociações neste sentido.

“Se houver qualquer possibilidade neste sentido seria a Nippon comprar (a participação da Ternium), mas não há nenhuma intenção e nunca houve qualquer conversa concreta neste sentido”, disse.

O executivo disse ainda que existe uma “diferença básica de raciocínio entre Ternium e Nippon”. Segundo ele, para a companhia japonesa e Usiminas é uma empresa independente e que o trabalho é para que ela se desenvolva, ao passo que para a Ternium a Usiminas seria apenas mais um de seus negócios na América Latina e que seu objetivo é apenas aumentar a sinergia do grupo Ternium.

 

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