André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

Segundo Fiesp, 2014 a 2016 foi o pior triênio da história

De acordo com diretor da federação, José Roriz Coelho, a crise é decorrente do descontrole fiscal, que levou ao aumento da taxa de juros, escalada da dívida, inflação elevada e desemprego

Francisco Carlos de Assis e Álvaro Campos, O Estado de S.Paulo

19 Setembro 2016 | 11h40

SÃO  PAULO - A economia brasileira viveu de 2014 a 2016 o pior triênio de sua história, disse o diretor do Departamento de Competividade e Tecnologia (Decomtec) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), José Roriz Coelho. Ele faz neste momento a palestra de abertura do seminário "Perspectivas para a Economia Brasileira nos Próximos Anos", que está sendo realizado na sede da entidade.

De acordo com ele, a crise do período é decorrente do descontrole fiscal, que levou ao aumento da taxa de juros, escalada da dívida, inflação elevada e desemprego. "De 2001 a 2015, as despesas do governo cresceram três vezes mais que o PIB. A carga tributária chegou a seu limite e não há mais como aumentar impostos", disse o executivo da Fiesp.

Para ele, o que se espera para os próximos dez anos é que não haja alteração na estrutura do gasto. "Mesmo com aumento da carga tributária, para 44,5% do PIB, o resultado primário seria negativo em 0,1%, o juro real subiria a10% e a dívida pública chegaria em 167%. Se isso acontecesse entraríamos em recuperação judicial", disse Roriz. 

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