Segundo Palocci, inflação parou de amedrontar

A inflação "parou de amedrontar", disse o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, durante jantar com senadores do PMDB, no apartamento do senador Ney Suassuna (PB). Ele frisou que o controle da inflação é tarefa do Banco Central, mas avaliou que a economia brasileira está reagindo bem, o que o deixa otimista. "O que mata o Brasil é ter crise de dois em dois anos", sustentou. "Depois que o País cresce cinco, seis anos e pega ritmo de crescimento, ele não pára mais".Antes de iniciar a conversa informal com os senadores, o ministro fez uma exposição de meia hora sobre a economia brasileira e admitiu que está "até um pouco otimista demais". Ele disse aos senadores que a as condições de competição do Brasil são, hoje, melhores do que a de alguns países europeus.Palocci lembrou também que, segundo os maiores analistas econômicos mundiais, existem atualmente quatro países que, em 20 a 30 anos, poderão estar na frente das maiores nações do mundo. O Brasil, segundo o ministro, é um deles, ao lado da China, Índia e Rússia. "Esses quatro são apontados como países que podem estar disputando posições com mais ricos do mundo, se fizerem seu processo direito", afirmou."Nossa meta tem que ser essa: ser um país rico, mas um país rico que possa distribuir a renda de forma mais igual, porque a desigualdade no Brasil, hoje, é enorme. Precisamos enriquecer o País e, ao mesmo tempo - e não depois -, distribuir essa renda", pregou o ministro. Ele destacou, também, que há muito espaço para expansão das exportações, porque o comércio mundial está crescendo. O Brasil, na sua avaliação, tem condições de se beneficiar desse quadro.Anfitrião, Ney Suassuna tomou a iniciativa de convidar Palocci para conversar com a bancada porque avaliou que o governo precisa reorganizar sua base de apoio, depois da derrota na disputa pela presidência da Câmara dos Deputados. Diante das dificuldades do governo para aprovar a MP232, que aumenta a carga tributária para prestadores de serviços, o ministro aceitou, de pronto, o encontro com os senadores.

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