Segurado precisou entrar na Justiça para receber

O segurado Ricardo Neiva Resende foi obrigado a entrar na Justiça para poder receber o dinheiro do seguro de seu veículo a que tinha direito. Após o acidente que sofreu, foi declarada a perda total do carro. A Real Previdência e Seguros S. A. negou o pagamento do prêmio sob o argumento de que havia suspeita de fraude, embora nada tenha consigo provar. Sendo assim, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou que a empresa cumprisse com sua obrigação e pagasse o segurado.Um mês após a contratação da Real Seguros S. A., em junho de 1998, Ricardo sofreu um acidente que causou perda total do veículo - um ômega modelo 1995. De acordo com o processo, o segurado estava dirigindo por uma estrada de terra, nas obras da duplicação da BR 381, sentido Lavras - Varginha, em Minas Gerais, quando, ao perder o controle do carro, saiu da estrada e capotou. Depois de registrada a ocorrência policial, o veículo foi guinchado até uma oficina credenciada pela Real, onde os mecânicos constataram sua perda total, pois o conserto chegava a 75% do valor de mercado do carro. Com estas informações, Ricardo enviou à seguradora o pedido de pagamento do valor do prêmio do seguro no valor de R$ 22,5 mil. No entanto, a Real rejeitou o pedido de ressarcimento e o segurado recorreu à Justiça.O argumento da seguradora para a recusa no pagamento foi a suspeita de fraude em relação ao acidente. De acordo com a Real, Ricardo teria simulado o acidente para receber o seguro. Para provar suas alegações, um investigador foi contratado e afirma que uma testemunha teria visto o carro sendo lançado ao precipício. Porém, esta mesma testemunha não compareceu para prestar depoimento e nada mais foi provado neste caso. Por isso, o STJ determinou que a seguradora pagasse a Ricardo o valor integral estipulado no contrato, os R$ 22,5 mil.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.