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Seguradoras devem ser privatizações

Se em 2000 várias companhias estrangeiras reafirmaram o fôlego para abocanhar uma fatia expressiva do mercado segurador brasileiro, o movimento promete estar longe de se esgotar em 2001. Este mês será privatizada a Sasse, seguradora da Caixa Econômica que é líder na venda de seguro habitacional e tem como chamariz o balcão de vendas da poderosa Caixa. Vários grupos já demonstraram interesse pela Sasse, até mesmo internacionais, além das que já operam no Brasil, como a AGF e a Icatu Hartford. Com o fim do monopólio do resseguro, o superintendente da Susep, Hélio Portocarrero, espera que alguns negócios deslanchem, como é o caso do seguro agrícola. Ele admite que houve uma verdadeira catástrofe nas apólices agrícolas, por causa da geada e da seca. "O bom é que os sinistros estão sendo todos pagos", disse.Portocarrero também prevê um forte crescimento do seguro garantia, muito utilizado em obras de engenharia, por exemplo. E se o ritmo das privatizações for mais acelerado do que em 2000, o mercado segurador também poderá ser beneficiado. O raciocínio do superintendente é de que empresas privadas fazem mais seguro do que em gestão estatal. Agência para fiscalizar o setorPara este ano o Congresso pode aprovar também a nova agência de fiscalização que unirá as atividades hoje exercidas pela Susep, além da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), parte do Banco Central e da Secretaria de Previdência Complementar (SPC). Assim, o mercado seria melhor fiscalizado. Hoje, se for um fundo de ações, quem fiscaliza é a CVM. Se for uma seguradora é a Susep, que também fica com as fundações de previdência abertas. Já os fundos de pensão fechados são a cargo da SPC. E o BC também tem sua parte, cuidando dos fundos de renda fixa.

Agencia Estado,

08 de janeiro de 2001 | 19h22

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