Seguradoras tentam combater fraudes

As fraudes são responsáveis por 25% dos sinistros pagos pelo setor de seguros no Brasil. A estimativa é da Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados e de Capitalização (Fenaseg). A maior incidência está no Seguro Obrigatório de Veículos Automotores (Dpvat), seguido pelo de automóveis, vida e saúde. De acordo com Lúcio Marques, diretor do sindicato das seguradoras do Rio de Janeiro e membro do conselho da Fenaseg, no ano passado as seguradoras deixaram de pagar R$ 80 milhões por sinistros fraudulentos no Dpvat. A prática mais comum nesse segmento é forjar acidente de carro para justificar morte natural. A principal fraude contra o seguros de automóvel é o auto-roubo . Nos seguros de vida, é comum forjar a causa da morte para fazê-la parecer acidente. Existem quadrilhas especializadas em fornecer documentos falsos, como Boletim de Ocorrência e atestado de óbito. A fraude nos seguros de saúde pode ser praticada pelo próprio segurado, como emprestar carteira para terceiro, ou por hospitais e médicos, que alegam tratamentos e doenças inexistentes Fraudes elevam custo de seguro A fraude é crime previsto no código civil. A pessoa que comete esse tipo de delito perde o direito à indenização, pode pegar de um a quatro anos de prisão e dificilmente conseguirá contratar qualquer outra seguradora. As fraudes fazem com que todos as pessoas paguem a mais pelo seguro. Isso acontece pois o cálculo do prêmio é feito com base em estatísticas de ocorrência de sinistros. Quanto maior o número de sinistros, maior será o prêmio do seguro, ou seja, maior o valor pago mensalmente. No Brasil não existem estatísticas sobre o tema, mas nos Estados Unidos, o NICB (National Insurance Commerce Bureau), órgão responsável pelos dados sobre o assunto no país, estima que cada segurado pague 500 dólares a mais por ano devido às fraudes.

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