Coluna

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Segurança e ganho definem entrada de fundos em infra-estrutura

O presidente da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp), Fernando Pimentel, disse que os fundos de pensão poderão participar de investimentos em infra-estrutura, desde que "sejam respeitados os princípios sagrados da rentabilidade, liquidez e segurança". Segundo ele, caso exista uma engenharia financeira nos projetos de infra-estrutura que atendam às obrigações dos fundos de pensão, haverá interesse de participação nestes investimentos. Ele disse que os fundos querem conhecer em detalhes os projetos do PPA (Programa Plurianual) para estudar a sua atratividade e as perspectivas de participação.Pimentel explicou que hoje 60% do patrimônio total de R$ 200 bilhões dos fundos estão em renda fixa (investimentos atrelados às taxas de juros), e parte deste total poderá ser deslocada para debêntures (papéis de empresas privadas que, em troca dos recursos dos investidores, pagam uma taxa de juros) ou Títulos do Tesouro. "Isso dependerá do perfil de rentabilidade de cada fundo". Ele destacou o diálogo que os fundos estão tendo com o governo Lula, e afirmou que "os interlocutores do governo hoje conhecem o assunto". Segundo ele, a Abrapp está avançando em conversas com o Tesouro para adequar os investimentos de 87 títulos do governo às obrigações dos fundos. Pimentel afirmou também que este é o primeiro governo que trabalha no fomento à Previdência Complementar, e que esta iniciativa governamental poderá elevar o patrimônio dos fundos, dos atuais R$ 200 bilhões para R$ 400 bilhões em 2007.

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