Segurança ruim nos carros da América Latina

Os automóveis mais populares do mercado latino-americano apresentam uma estrutura "pobre" e estão 20 anos atrasados em relação às normas vigentes na Europa e nos Estado Unidos, de acordo com um estudo divulgado ontem pela instituição Latin NCAP.

O Estado de S.Paulo

25 de novembro de 2011 | 03h04

O estudo, respaldado por instituições como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a Federação Internacional do Automóvel (FIA), avaliou a segurança que os veículos oferecem a adultos e crianças, dando uma pontuação máxima de cinco estrelas.

Os testes de impacto realizados com alguns dos carros mais vendidos da região (Chevrolet Celta, Chevrolet Corsa Classic, Chevrolet Cruze LT, Fiat Novo Uno Evo, Ford Focus Hatchback, Ford Ka Fly Viral, Nissan March e Nissan Tiida Hatchback) mostraram, segundo a instituição, que os automóveis latino-americanos "beiram os níveis de segurança de 20 anos atrás na Europa e nos EUA".

"A fragilidade estrutural e a ausência de airbags colocam em risco a vida dos motoristas latino-americanos", disse o instituto, que deu uma média de uma estrela aos carros da região.

Acidentes. "Estamos observando um crescimento sem precedentes do uso de automóveis em mercados emergentes, como o Brasil, China e Índia. E é precisamente nesses mercados onde enfrentados um crescimentos das mortes nas estradas", disse Max Mosley, presidente mundial da NCAP.

Essa é a segunda vez que a instituição avalia carros novos no mercado latino-americano. No ano passado, haviam sido avaliados nove veículos, com resultados também muito ruins. Na época, a Anfavea, associação dos fabricantes de veículos brasileira, questionou a comparação de produtos vendidos em mercados diferentes, "portanto, com exigências legais diferentes". E afirmou que as montadoras brasileiras cumprem integralmente os requisitos legais de produção no País. / AFP

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