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Segurar a alta do real é compromisso do governo, diz Mantega

Empresário disseram em reunião com ministros e Dilma que o câmbio é um desafio, pois há uma política de desvalorização cambial externa que deixa os produtos brasileiros em situação de inferioridade

Célia Froufe e Renata Veríssimo, da Agência Estado,

22 de março de 2012 | 14h31

 Ueslei Marcelino / Reuters

BRASÍLIA - Após reunião com a presidente Dilma, ministros e grandes empresários brasileiros representantes de vários setores, nesta quinta-feira, 22, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o câmbio foi citado pelos empresários como desafio importante, pois há uma política de desvalorização cambial em vários países, o que coloca os produtos brasileiros em situação de inferioridade. "Temos prejuízos da importação e exportação. E esta questão é vista por empresários como uma questão crucial", relatou.

Segundo ele, o real não pode se valorizar, caso contrário a mercadoria brasileira fica mais cara. "O governo tranquilizou os empresários. Vamos continuar a fazer políticas de intervenção no câmbio que não permitam que o real se valorize. Isso é um compromisso do governo", garantiu.

Para Mantega, o Brasil é um dos países que mais fazem essa política sem atrapalhar os investimentos. "Temos modelado uma política que tem dado resultados. Desde o segundo semestre do ano passado, o câmbio está em situação mais favorável. Posso afirmar que vai continuar assim", considerou. Ele concedeu entrevista coletiva a jornalistas após o encontro.

Além de controlar o câmbio, Mantega afirmou que o governo continuará adotando medidas para reduzir o custo do capital de giro das empresas e para garantir a continuidade da redução da Selic (a taxa básica de juros) pelo Banco Central (BC). Ele lembrou que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) também continuará atuando na oferta de crédito. E afirmou que o governo irá trabalhar para reduzir o custo do investimento no Brasil.

Segundo ele, o setor público representa apenas 3% dos investimentos em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). Por isso, o setor privado tem uma responsabilidade grande. "Eles estão fazendo e o governo vai criar mais facilidades para reduzir o custo. Vamos reduzir tributo sobre investimento e sobre a mão de obra. Estamos reduzindo as dificuldades", disse.

O ministro também acenou com uma demanda antiga do setor produtivo, a do elevado custo das empresas com a energia elétrica. "É importante baratear (a questão da logística). O custo da energia elétrica é alto". Mantega enfatizou que o problema é complicado, pois passa não apenas pela questão de oferta e demanda, mas também pela questão tributária. "Principalmente na esfera estadual, temos que achar uma equação e, com o vencimento dos novos contratos, reduzir as tarifas", salientou.

Desafios serão superados

O ministro da Fazenda afirmou ainda que durante a conversa houve um consenso de que os desafios serão superados. "Os desafios podem ser enfrentados e superados com sucesso", afirmou ao lado do ministro Fernando Pimentel (MDIC) e do presidente do BNDES, Luciano Coutinho.

De acordo com Mantega, foram discutidos na reunião os desafios que são colocados para o Brasil continuar a trajetória de crescimento. "É uma trajetória de crescimento que temos tido nos últimos anos, apesar do cenário internacional", considerou.

Mantega disse que foram colocados pelos empresários as dificuldades, os desafios e o governo apresentou as medidas que vem tomando e irá continuar tomando. "Isso para garantir que o Brasil continue a crescer a taxas mais expressivas do que a de outros países."

Entusiasmo

Durante a reunião, os empresários mostraram entusiasmo para continuar investindo no País, segundo Mantega. "Os setores estão animados para realizar grandes investimentos e realizar crescimento maior", afirmou. O governo, de acordo com ele, elegeu os investimentos como um das molas de crescimento até 2014. "O setor privado vai aumentar os investimentos e o setor privado também se comprometeu", disse.

Na opinião de Mantega, o investimento é prioritário para deslanchar a economia neste e nos próximos anos. "Vários empresários apresentaram projetos de investimento de grande magnitude", disse. Segundo ele, os empresários também solicitaram uma carga tributária menor. "Temos trabalhado para reduzir carga."

O ministro informou que a presidente Dilma terá pelo menos quatro reuniões por ano com empresários, nos moldes do encontro que ocorreu hoje. Segundo Mantega, estes encontros permitem o diálogo e pautam melhor a agenda do governo a partir das críticas e dos comentários feitos pelos empresários.

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