Seguro-apagão terá pico de valor em 2003, diz CBEE

O presidente da Comercializadora Brasileira de Energia Emergencial (CBEE), Mário Miranda, disse hoje que o encargo de energia emergencial, o seguro-apagão, terá seu pico de valor nos anos de 2003 e 2004. Nestes anos, explicou o executivo, todas as térmicas contratadas pela CBEE estarão disponíveis durante o ano inteiro. Em 2002, a CBEE só terá disponibilidade total das 58 térmicas a óleo diesel a partir de agosto, quando as últimas entram em operação. A CBEE previu um custo de R$ 1,42 bilhão em 2002, valor que deve aumentar nos anos seguintes, provocando um aumento da tarifa cobrada ao consumidor final. Atualmente, os consumidores de eletricidade pagam uma taxa de R$ 0,0049 por kWh como seguro apagão - valor que será reajustado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A agência está calculando a nova tarifa, que será impactada pelo câmbio, pela redução no consumo de energia (quanto menos energia, maior o valor por kWh) e pela percepção de que o PIS/Cofins deve ser pago no repasse do seguro-apagão pelas distribuidoras à CBEE. Miranda participou de almoço-palestra promovido pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef), no Rio.

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