Seguro de crédito à exportação será ampliado

O governo vai aprimorar o seguro de crédito à exportação como forma de aumentar as vendas externas do País e conquistar novos mercados. O primeiro passo, segundo o secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, embaixador Marcos Caramuru, é elevar o teto fixado para operar por país.Será criado ainda um limite por faixa de risco e um mecanismo para permitir mais agilidade na contratação de novas operações à medida que as anteriores forem sendo pagas. Além disso, os técnicos do governo já estão negociando uma parceria com o Banco Mundial para dividir o risco do seguro de operações de prazo mais longo."Hoje, há um limite para operar com cada país que é estabelecido a partir do volume de comércio que ele mantém com o Brasil e o teto esperado. Isso é um erro porque estamos olhando para trás", disse Caramuru. "Agora, levaremos em conta o total envolvido, a política econômica do País, o risco que ele representa, uma visão setorial, além do fluxo de comércio".Ele destaca ainda como grande avanço o mecanismo que permitirá a liberação de novas operações entre os países à medida que as parcelas anteriores forem quitadas. Atualmente, somente após a liquidação total da dívida o limite é liberado. As mudanças programadas precisam ser aprovadas pela Câmara de Comércio Exterior (Camex) e a expectativa do secretário é de que elas sejam adotadas ainda na primeira quinzena de fevereiro.Segundo Caramuru, esse é mais um passo para fortalecer a presença e a credibilidade brasileira no mercado internacional de seguro de crédito. Por outro lado, isso abre caminho para novas exportações que dificilmente ocorreriam sem o seguro.Recentemente, a Seguradora Brasileira de Crédito à Exportação (SBCE) passou a integrar a União de Berna, um grupo onde estão todas as maiores seguradoras do mundo, o que permite uma troca de informações sobre modelos de avaliação de risco. "Entramos para o mercado de seguro de crédito há cerca de três anos e não tínhamos experiência. Agora, temos avançado", afirma o secretário. O passo seguinte é firmar uma parceria para dividir o risco do seguro de operações de prazo mais longo em novos mercados.Na semana passada, Caramuru foi a Washington juntamente com o superintendente do BNDES-Exim, Renato Sucupira, e o diretor da SBCE, Marcelo Franco, para discutir o assunto com a Agência de Garantia Multilateral de Investimento (MIGA), vinculada ao Banco Mundial.Nos próximos dias deverá ficar pronto um esboço da parceria e, em seguida, serão realizadas as primeiras operações piloto. Atualmente, o risco desses seguros são bancados pelo Fundo de Garantia de Exportações (FGE), formado com recursos públicos para dar suporte aos contratos da SBCE. Com a parceria, o risco será dividido com a MIGA, que também poderá atrair instituições privadas para as operações. Segundo o secretário, o setor de serviços será um dos maiores beneficiados pela parceria justamente um segmento que exige investimentos de grandes volumes.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.