Seguro-desemprego extra será pago a 320.207 demitidos

O governo triplicou o total de beneficiados que receberão parcelas extras de seguro-desemprego por terem perdido o trabalho na virada do ano por conta da crise financeira internacional. Normalmente, o trabalhador recebe de três a cinco meses de pagamento do seguro, mas com a medida ele passa a receber de cinco a sete parcelas. Na primeira fase deste programa, anunciada em março, foram beneficiados 103.707 trabalhadores demitidos em dezembro de 2008. Agora, no total, serão 320.207 demitidos que receberão mais parcelas, já que hoje o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, informou a inclusão de 216,5 mil novos desempregados na lista de beneficiados.

CÉLIA FROUFE, Agencia Estado

21 de maio de 2009 | 17h23

Entre os novos beneficiados, 73.360 perderam o emprego em janeiro e 143.140 foram dispensados em dezembro. Até então, a extensão do seguro atingia apenas 103.707 trabalhadores demitidos em dezembro. O valor estimado pelo ministério para o pagamento das parcelas adicionais anunciadas hoje é de R$ 263,762 milhões. A medida será encaminhada para o Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) e a expectativa é de aprovação já na semana que vem.

Apesar do aumento do benefício, o ministro informou que dificilmente haverá nova prorrogação do pagamento de parcelas extras. Isso porque, segundo ele, os dados do mercado de trabalho medidos pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do próprio Ministério do Trabalho, já estão positivos desde fevereiro. "Em fevereiro, o resultado já foi positivo e continuará positivo até o final do ano. Esta será, portanto, a última etapa da concessão extra do seguro-desemprego."

Alimentação e comércio

Os trabalhadores demitidos pelo segmento de alimentação e bebidas em dezembro do ano passado ou em janeiro deste ano serão os mais beneficiados pela ampliação do pagamento do seguro-desemprego anunciada hoje pelo ministro. Foram indicados hoje para receber as parcelas extras do benefício mais 216,5 mil trabalhadores que perderam o emprego em 22 setores, dos quais 45.290 são da área de alimentos.

No comércio varejista - segundo segmento mais beneficiado pela lista apresentada pelo ministério -, contarão com as parcelas extras 38,3 mil trabalhadores que prestavam serviços em dezembro ou janeiro, quando foram desligados. Desses, 3.370 atuavam em Pernambuco; 12.180, no Rio de Janeiro; 16.324, em Minas Gerais, e 2.520, no Distrito Federal.

Também merece atenção o setor da indústria metalúrgica, com a extensão do benefício a 24.927 trabalhadores do setor. Na primeira fase do projeto, anunciada em março para trabalhadores que perderam a vaga em dezembro, foram contemplados 13.441 desempregados (a maior parte deles, um total de 8.263, atuava em São Paulo, e 4.061, em Minas Gerais).

A partir de agora, a medida vale ainda para 4.681 trabalhadores que saíram do mercado em dezembro e para 19.695 que foram desligados em janeiro - com destaque, novamente, para os que atuam na capital paulista (9.249).

Serão contemplados ainda com a medida desempregados da agricultura (18.693 trabalhadores), mecânica (13.468), têxtil (12.622), elétrica (11.372) e química (10.476), entre outros setores.

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