Seguro do carro: cuidado com cláusulas

Na avaliação feita pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) nos contratos de seguro de automóvel das companhias AGF Brasil, Bradesco, Itaú, Marítima, Porto Seguro, Sul América e Unibanco foram encontradas diversas cláusulas abusivas.Um dos principais problemas é o valor pago em caso de sinistro com perda total do veículo. Desde março desse ano, as seguradoras são obrigadas a oferecer a indenização com base no valor médio de mercado e no valor pré-fixado na apólice. Nas seguradoras AGF Brasil, Bradesco, Marítima, Itaú e Unibanco o cálculo é feito de forma genérica, sem critérios claros. Veja algumas das armadilhas encontradas pelo Idec nos contratos analisados:AGF BrasilNão declara em quanto tempo paga a indenização no caso de perda total.Não cobre danos que se restrinjam à pintura do veículo.Cobra juros de mercado no caso de pagamento de prêmio (parcela do seguro) em atraso.BradescoSó oferece indenização pelo valor de um carro novo se o consumidor pagar uma cobertura adicional.Cobra juros de mercado no caso de pagamento de prêmio em atraso.ItaúNão prevê a restituição de valores já pagos de coberturas adicionais não utilizadas no caso de cancelamento do seguroNão cobre danos que se restrinjam à pintura do veículoPorto SeguroExige os comprovantes de pagamento do IPVA dos últimos quatro anos para indenizar a perda total (geralmente são exigidos comprovantes dos últimos dois anos).Não cobre danos que se restrinjam à pintura do veículoCobra juros de mercado no caso de pagamento de prêmio em atraso.UnibancoNão diz nada sobre a possibilidade de indenização pelo valor de um carro novo.

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