Seguro pode não cobrir acidentes naturais

Ter o carro destruído por chuvas, quedas de árvores, muros, paredes, casas, ou por vendavais, enchentes, assim como buracos em ruas e estradas pode render um grande prejuízo ao motorista que não temr um seguro com cobertura total. O segurado deve estar atento sobre as coberturas de sua apólice para não ter que arcar com prejuízos provocados por acidentes desta natureza. De acordo com o diretor da Federação Nacional das Seguradoras (Fenaseg), Horácio Cata Preta, o motorista que tiver contrato com cobertura apenas contra incêndio, roubo e danos a terceiros não terá seu prejuízo pago pela seguradora. "O segurado deve conferir todas as coberturas de sua apólice. Se pretende estar coberto contra enchentes e vendavais é bom conferir com seu corretor se seu contrato prevê este serviço", orienta.A cobertura destes acidentes provocados pela natureza pode significar um custo a mais no prêmio líquido do segurado. "Cada seguradora monta um contrato de acordo com as necessidades da região onde o motorista mora. Porém, em alguns casos o motorista precavido deseja a cobertura total. Isso pode resultar num prêmio com valor maior", explica o diretor da Fenaseg.Quem não tem seguroPara o motorista que não tem seguro, o ressarcimento do prejuízo pode se transformar numa verdadeira novela. A única saída para receber o dinheiro pelo conserto do prejuízo ou pela perda total do veículo é acionar à Justiça. Porém, segundo o advogado especializado em direito do consumidor, Arystóbulo de Oliveira Freitas, o grande problema é descobrir o responsável pelo acidente quando se tratar de buracos na rua, na estrada, enchentes, quedas de árvore, telhados, outdoors ou qualquer outro prejuízo provocado por vendaval ou chuva.Vale lembrar que, nas ações cujo valor da causa não ultrapasse 40 salários mínimos (R$ 8 mil), há o benefício do Juizado Especial Cível. Até 20 salários (R$ 4 mil), a presença do advogado fica dispensada. Acima destes valores, o processo é encaminhado à Justiça comum. Ir à Justiça é uma opção também para o segurado que não pretende pagar a franquia do conserto.O advogado afirma que quando o réu da ação é um órgão público a briga é demorada. "O motorista deve pesquisar bem e tomar muito cuidado na hora de acionar algum órgão público. Ele pode perder a ação e muitos anos por acionar o órgão errado", avisa. Arystóbulo de Oliveira informa que normalmente os órgãos públicos costumam negar ou empurrar as responsabilidades pra outros órgãos e os processos se estendem por anos.Para facilitar o ressarcimento dos prejuízos, o motorista deve documentar e fotografar todas as provas do acidentes, alerta o advogado. "O motorista que pretende receber indenização deve reunir o maior número de provas possíveis, como tirar fotos do local do acidente e reunir testemunhas", ressalta. Ele informa que é necessário também registrar um boletim de ocorrência junto a Polícia Militar de Trânsito sobre o acidente.

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