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Seguros de pessoas crescem 17% em um ano

Destaque no primeiro trimestre foi o seguro-viagem, com R$ 22 milhões de arrecadação e crescimento de 76,41%

O Estado de S.Paulo

20 de maio de 2013 | 02h06

O segmento de seguro de pessoas, que inclui apólices de vida, educacional e outros, encerrou o primeiro trimestre com crescimento de 17% em um ano, totalizando R$ 6,2 bilhões em prêmios arrecadados.

Os dados são da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi) e foram obtidos pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado. Foram pagos no período R$ 1,4 bilhão em indenizações. O montante é 19,75% superior ao distribuído nos três primeiros meses de 2012.

Embora ainda tenha participação pequena no mercado, o destaque no trimestre foi o seguro-viagem, que abrange coberturas de acidentes, extravio ou perda de bagagens, despesas hospitalares e médicas de viajantes no Brasil e no exterior. Foram R$ 22,1 milhões em arrecadação, expansão de 76,41% em relação ao mesmo intervalo do ano passado. Outro segmentos com elevado crescimento foi o de auxílio-funeral, que cobre, em caso de morte, as despesas com o sepultamento do segurado, cujos prêmios cresceram 58,59%.

"O crescimento de 17% no trimestre veio em linha com nossas projeções. Neste cenário de juros baixos, no qual as pessoas passam a ter renda e comprar bens, crescem os seguros mais ligados a crédito, como o prestamista e o de viagem. A cada mês há recorde de brasileiros viajando", resume Osvaldo do Nascimento, presidente da FenaPrevi e diretor-superintendente da Itaú Vida e Previdência.

Os seguros prestamistas, destinados a garantir a quitação de uma dívida no caso de morte ou invalidez ou até mesmo desemprego involuntário do segurado, somaram R$ 1,5 bilhão em prêmios de janeiro a março, alta de 30,88% em um ano.

Segundo a FenaPrevi, esse desempenho se deve ao maior volume de vendas parceladas, principalmente no varejo. A maior contribuição no trimestre, porém, veio do seguro de vida, que arrecadou R$ 2,837 bilhões - aumento de 14,41%, na mesma base de comparação.

De acordo com Nascimento, o grande desafio do seguro de pessoas é tornar o produto tangível. "Hoje sua participação chega a próximo de 4% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Em países em desenvolvimento, como a própria Índia, este porcentual vai a 8% ou 12%. Há potencial de mais do que dobrarmos a sua participação no PIB", avalia Nascimento.

A baixa de seguros de pessoas no Brasil é explicada, conforme o especialista, por uma questão educacional, renda e emprego. No entanto, segundo ele, esse cenário começa a mudar com a preocupação das pessoas aumentando em meio ao crescimento do poder de renda.

Educação e crédito. Na outra extremidade, os seguros educacionais e os associados a desemprego e perda de renda foram os destaques negativos do trimestre.

Os prêmios recuaram 53,68% e 36,52%, respectivamente, impactados, conforme Nascimento, pelo fator sazonal. "Os seguros educacional e de perda de renda precisam ser avaliados numa janela maior. Há sazonalidade nos trimestres em função de pagamento de impostos e de despesas escolares, que mudam muito a dinâmica do setor", explica o executivo Itaú Vida e Previdência.

Além disso, também pesa sobre o desempenho dos seguros associados a desemprego e perda de renda o fato de o aumento do crédito no Brasil não estar tão acelerado, diz ele. Nascimento explica que há uma componente também ligada à estabilidade do emprego, já que o Brasil atravessa uma fase de baixos índices de desemprego.

Ranking. No ranking das seguradoras mais atuantes em seguros de pessoas no primeiro trimestre, conforme a FenaPrevi, a liderança ficou com o Grupo BBMapfre, com 17,25%. Em segundo lugar, ficou o Bradesco, com 16,43%. Zurich Santander Brasil, Itaú Unibanco e Caixa Econômica Federal vieram a seguir, com 14,29%, 12,29% e 5,89%, respectivamente. / AGÊNCIA ESTADO

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