Seguros estão de olho em carros "velhos"

Os donos de carros com mais de cinco anos de uso - até então esquecidos pelo setor de seguros - poderão proteger melhor seu investimento a partir deste ano. Isso porque as seguradoras querem reverter o balanço do segmento na última década. Enquanto os seguros de vida e saúde, que nos últimos dez anos, cresceram 40% e 70%, respectivamente, os seguros de automóveis cresceram apenas 26% - contra 45% de aumento da frota. Segundo Leôncio de Arruda, presidente da Federação Nacional dos Corretores de Seguros (Fenacor), a solução está na criação de produtos diferenciados para agradar os donos de carros mais velhos. "Só 30% da frota nacional é segurada. Desses, 75% são carros novos, com até cinco anos de uso." Os donos de carros mais antigos deixam de lado o seguro porque o valor acaba ficando muito alto. E o mercado para esses produtos não é pequeno: estima-se que sejam mais de 6 milhões de carros com mais de 15 anos de uso circulando no País. Arruda dá como exemplo a criação de apólices que garantam a cobertura apenas para casos de perda total. Mais acessíveis para o consumidor de carros velhos. "Se o preço do seguro não é competitivo, o crescimento do segmento acompanhará apenas o ritmo da indústria automotiva", explica o vice-presidente da Real Seguros, Valter Hime.

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