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Antônio Penteado Mendonça
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Seguros para animais de estimação

Por décadas, ter um bicho não era caro. Hoje, porém, algumas clínicas veterinárias não ficam devendo em nada às de humanos – e o preço, claro, subiu vertiginosamente

Antônio Penteado Mendonça, O Estado de S.Paulo

30 de julho de 2018 | 05h00

Durante décadas, ter um animal de estimação não custava caro. A vacina de raiva era dada, invariavelmente, pela prefeitura, que informava a data em que faria a vacinação e onde ocorreria, em cada bairro ou região da cidade.

O amor dos donos por seus bichos de estimação era enorme, mas tinha limites, tanto econômicos e financeiros como nos tratamentos oferecidos. Me lembro quando nosso cachorro, Milho Verde, quebrou a perna, ainda filhote, atropelado pela roda de trás do meu carro. Fomos a um veterinário perto de casa, que pediu uma fortuna para consertar a perna do cão. Não me lembro quanto era, mas chegava perto do preço da cirurgia de amídalas de minha filha mais nova, feita na mesma época.

Diante do susto, fomos a outro veterinário, que prendeu dois palitos de sorvete, um de cada lado da perna do Milho Verde, enrolou com esparadrapo e quinze dias depois o bicho estava ótimo, sem qualquer sequela em função da fratura. Além disso, e na hora o mais importante, os honorários cobrados foram mais do que razoáveis. E o Milho viveu feliz, correndo feito um maluco pelo jardim de nossa casa, pelos dez anos seguintes. 

Depois do Milho Verde, tivemos o Pamonha, um boxer maravilhoso que, no fim da vida, teve câncer de pele, o que é comum na raça. Minha filha mais nova levava o Pamonha na veterinária para fazer quimioterapia, escondida de mim. Porque eu, pela idade do Pamonha, era contra o tratamento. Mais uma vez, o preço foi bastante razoável. 

As clínicas veterinárias mais antigas não se pareciam com as clínicas dos dias de hoje. Eram muito mais simples, o atendimento não tinha maior sofisticação nos quesitos recepção e hotelaria. O tratamento era direto e o preço, evidentemente, compatível com o que era oferecido, ainda que, profissionalmente, os serviços fossem do mais alto nível.

Atualmente, algumas clínicas veterinárias não ficam devendo nada às mais sofisticadas clínicas humanas. São luxuosas, o serviço parece de hotel cinco estrelas, o atendimento se aproxima dos melhores hospitais privados do país e o preço, como não poderia deixar de ser, subiu vertiginosamente, se aproximando bastante de uma consulta num grande médico ou de uma cirurgia num hospital de ponta.

Não sou contra, nem a favor, nem estou me posicionando sobre o tema. É meramente uma constatação, baseada nas histórias de amigos e amigos das minhas filhas que têm animais de estimação e gastam fortunas com tratamentos altamente sofisticados, oferecidos pelas clínicas veterinárias de ponta. Quem tem animal de estimação sabe o que eu quero dizer e quanto pode custar um procedimento mais complexo.

É por isso que eu recomendo a contratação de seguros para os animais de estimação. Eles existem, estão aí e não são difíceis de serem contratados. Num cenário onde proliferam clínicas dentárias para animais de estimação, psicólogos para animais de estimação, tratamentos cosméticos, nutricionistas, centros cirúrgicos equipados com o que há de mais moderno, não há como não pensar em transferir os custos com a saúde do animal de estimação para uma seguradora.

Grosso modo, os produtos oferecidos se parecem com os seguros de vida e os planos de saúde privados desenvolvidos para os seres humanos. Ainda que tecnicamente sejam calculados levando em conta outras premissas, necessárias para precificar corretamente o seguro de cada animal, na prática eles funcionam como os seguros tradicionalmente contratados pelos humanos.

A lógica do desenvolvimento e do crescimento das carteiras de seguros para animais de estimação é a mesma que embasa os seguros em geral. Seguro existe para fazer frente a despesas que podem desequilibrar o orçamento caso sejam suportadas pelos segurados.

Quando tratamentos na casa dos milhares de reais se tornam rotina na vida dos animais de estimação, a conta pode fazer diferença no bolso de muitos brasileiros. E ela não será paga apenas uma vez ao longo da vida do animal. Neste cenário, a melhor solução é, sem dúvida, a contratação de um seguro para o animal e para o seu bolso. 

* ANTONIO PENTEADO MENDONÇA É SÓCIO DE PENTEADO MENDONÇA E CHAR ADVOCACIA E SECRETÁRIO GERAL DA ACADEMIA PAULISTA DE LETRAS

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