Marcos Santos/USP Imagens
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Seis dicas para diminuir os gastos no dia a dia

Com aumento do desemprego e inflação, atitudes simples podem ajudar a diminuir as despesas das famílias

Gabriel de Castro Hirabahasi, Especial para O Estado

14 de outubro de 2015 | 19h14

O aumento da inflação e do desemprego tem criado um cenário de dúvidas e dívidas para os brasileiros. Uma pesquisa feita pela SPC Brasil, empresa especializada em informações econômicas e financeiras, revelou que 64% da população não consegue guardar dinheiro no fim do mês.

Veja abaixo dicas de especialistas para ajudar a diminuir os gastos no dia a dia.

1 - Fuja do cheque especial

Se você acessa seu extrato bancário e percebe que, além do dinheiro em conta, o banco disponibiliza um limite extra, saiba que isso é o cheque especial. O problema de recorrer a esse tipo de crédito é que a taxa de juros é elevada. De acordo com dados do Banco Central, o juro da modalidade chegou a 253,2% ao ano em agosto. O crédito consignado, por exemplo, cobra uma média de 27,8% ao ano. 

"Se o consumidor tem naquele banco, ou em outros, uma linha de crédito com taxa mais baixa, vale a pena fazer um empréstimo para quitar o valor devido no cheque especial", afirma Diógenes Donizete, coordenador do Núcleo de Tratamento de Superendividamento do Procon. 

Além disso, Donizete ressalta que o cheque especial só deve ser utilizado em casos extremos, como problemas de saúde ou emergências.

2 - Evite gastos com carro

Para Michael Viriato, coordenador do Laboratório de Finanças do Insper, a despesa com veículo próprio pode ser cortada. "Basta o consumidor verificar se dá para ir para o trabalho de transporte público. Muitas vezes, existe um ponto de ônibus ou uma estação de metrô por perto. Com isso, se economiza com estacionamento e combustível", afirma.

3 - Economize dentro de casa

Alguns gastos podem parecer pequenos, mas fazem a diferença no longo prazo. É o caso de equipamentos em stand-by conectados nas tomadas. "Já é comprovado que o equipamento na tomada gasta 5% de energia. Em uma conta mensal, pode parecer pouco, mas na conta anual é grande", diz Viriato.

Além disso, outro gasto que costuma ser ignorado é o de telefonia. "São gastos pequenos, então é mais fácil não cortar, não ligar para a operadora", diz. Viriato recomenda que cada um verifique "quais são os principais gastos e direcionar melhor o plano para a área que mais utiliza".

Thiago Alvarez, CEO do aplicativo Guia Bolso, sugere o corte de despesas com os planos de TV a cabo. "Pesquisar outros planos da sua operadora e das concorrentes pode fazer você economizar um bom dinheiro. Se não é do tipo que vê muita TV, pode optar também por um serviço de streaming", diz.

4 - Planeje as idas ao supermercado

Alvarez lembra que o planejamento de gastos também é necessário nas idas ao supermercado. "Monte um cardápio para a semana e evite fazer compras mensais. O planejamento na cozinha pode ajudar muito na economia doméstica. Com uma lista de compras mais objetiva (feita a partir do cardápio) você economiza tempo dentro do mercado e reduz o desperdício", avalia.

Por isso, é importante nem sempre comprar "para sobrar", mas avaliar exatamente aquilo que vai ser consumido para que a comida não estrague. "Nas compras mensais, você corre o risco de comprar alimentos que podem vencer se você demorar para consumir", diz Alvarez.

5 - Cozinhe em casa

O preparo das refeições em casa pode fazer a diferença nos gastos do mês. "Comer fora de casa, multiplicado por vários dias, gera um gasto grande", diz Viriato. "Se você costuma comer um lanche todo dia no trabalho, pode começar a levar um lanche de casa".

Além disso, fazer um jantar em casa pode ser um bom motivo para reunir os amigos. "Ainda mais se eles ajudarem comprando bebidas e aperitivos", afirma Alvarez, do Guia Bolso. Ele ainda recomenda que, ao sair para jantar, o consumidor tente dividir refeições maiores com alguém. "Isso pode diminuir consideravelmente a conta final". 

6 - Prefira um pacote de serviços bancários básico

Donizete, do Procon, ainda avalia que o consumidor deve pensar melhor no que precisa ao abrir a conta bancária. "Cerca de 80% dos correntistas têm uma conta que vai além daquilo que precisa", afirma.

Isso é prejudicial pois os bancos já oferecem serviços básicos de graça. "Conta corrente e serviços essenciais que o banco oferece fazem parte do pacote básico, que é gratuito e não pode ser cobrado", diz.

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