Felipe Rau/ Estadão
Felipe Rau/ Estadão

Seis municípios concentravam 25% do PIB do Brasil em 2016

Apesar de concentração elevada, quadro é melhor do que em 2002, quando apenas quatro cidades eram responsáveis por um quarto da atividade econômica nacional

Vinicius Neder, O Estado de S.Paulo

14 de dezembro de 2018 | 10h52

RIO - A concentração econômica nos municípios caiu um pouco na passagem de 2002 para 2016, conforme o Produto Interno Bruto (PIB) dos Municípios de 2016, pesquisa divulgada nesta sexta-feira, 14, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2016, apenas seis cidades concentravam um quarto do PIB nacional: São Paulo (SP), com 11,0%, Rio de Janeiro (RJ), com 5,3%, Brasília (DF), com 3,8%, Belo Horizonte (MG), com 1,4%, Curitiba (PR), com 1,3% e Osasco (SP), com 1,2%.

Apesar da elevada concentração, o quadro é melhor do que o de 2002. Naquele ano, apenas quatro municípios concentravam quase um quarto da atividade econômica nacional.

Outros exemplos de desconcentração econômica foram o crescimento da participação na economia de duas regiões: o Semiárido no Nordeste e a Amazônia Legal. A primeira região, formada por 1.262 municípios localizados nos Estados do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Alagoas, Bahia e Minas Gerais, passou de uma fatia de 4,5% do PIB, em 2002, para 5,1%, em 2016.

Já a Amazônia Legal (que abrange todos os municípios de Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins, e parte do Maranhão) passou de 6,9% do PIB em 2002 para 8,6% do PIB em 2016. O IBGE destacou que a região, que é bastante heterogênea e inclui áreas tanto de cultivo, mineração e produção industrial quanto reservas indígenas e de preservação ambiental. Quando se toma apenas a atividade agropecuária, a participação da Amazônia Legal passou de 14,8% em 2002 para 21,0% em 2016.

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