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Seleção não teme ficar sem vôo com crise da Varig

A seleção brasileira de futebol não teme ficar sem vôo para retornar ao País diante da crise que afeta a Varig. A empresa é tradicionalmente quem providencia os vôos para que o time possa ir e retornar dos Mundiais. Para a comissão técnica da seleção, o transporte da seleção não deve ser afetado. "Cancelar um vôo da seleção teria uma repercussão cem vezes maior que cancelar qualquer outro vôo da empresa" afirma Rodrigo Paiva, assessor de imprensa da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).Na Alemanha, quem providencia o transporte entre uma cidade e outra para o Brasil é a Lufthansa, que coloca à disposição de cada seleção jatos particulares para que os jogadores possam ir de um lado ao outro do país. Mesmo confiante de que terá como voltar ao Brasil, a comissão técnica da seleção admite que tem um Plano B. A idéia seria a de utilizar a própria empresa alemã para a viagem de volta ao País, já que a Lufthansa e a Varig contam com acordos de cooperação.CancelamentoO mesmo, porém, não ocorre no Brasil. Além do cancelamento de vôos em território nacional, a crise da Varig atinge também os vôos internacionais. Apenas no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, o número de suspensões de trajetos para o exterior chega a 20. Com exceção dos vôos com destino a Madri, na Espanha, e Londres, na Inglaterra, previstos para esta noite, todos os foram cancelados.Por conta dos problemas, durante a tarde desta terça, passageiros que à noite tomariam o vôo com destino a Londres - previsto para sair com duas horas de atraso - tentavam embarcar no vôo com o mesmo destino da British Airways. No total, somando-se com os vôos em território nacional, os cancelamentos chegam a 58 até o início da tarde. A Infraero e a Varig não comentam os cancelamentos.A alegação para os cancelamentos, extra-oficialmente, é a falta de combustível e outros entraves burocráticos. Outro motivo seria o fato de que a empresa teve que tirar de circulação 11 aeronaves que pertencem à Internacional Lease Finance Corporation (ILFC). Na última segunda-feira, a ILFC ameaçou que pediria medidas extraordinárias da Corte de Falências do Distrito Sul de Nova York para que a Varig cumprisse a ordem de devolução das aeronaves.Entre as medidas classificadas como extraordinárias que a ILFC iria sugerir ao juiz Robert Drain, na audiência desta semana, estariam desde multa até pedido de prisão para os representantes da Varig nos Estado Unidos por "violação às ordens" determinadas pela Corte norte-americana.

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