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Seleção para substituir Strauss-Kahn já começou, diz FMI

Processo seletivo será transparente e por mérito, de acordo com o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick

Danielle Chaves, da Agência Estado,

19 de maio de 2011 | 11h54

O processo de seleção para substituir Dominique Strauss-Kahn que renunciou ao cargo de diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI) após ser acusado de agressão sexual, começou e será um processo transparente e baseado no mérito, afirmou o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick.

Os líderes do G-20 têm prometido reformar o processo de seleção dos líderes do FMI e do Banco Mundial, argumentando que não se deve mais apontar automaticamente um europeu para o FMI e um norte-americano para o Banco Mundial, com o consenso firmado em acordos de bastidor. No lugar disso, o G-20 tem defendido um processo aberto, transparente e baseado no mérito.

Perguntado se o processo vai cumprir essas promessas do G-20, Zoellick respondeu: "Tenho certeza que sim." "Existe um processo que os países vão usar e os acionistas e vocês podem ver isso começando a se formar agora", declarou a autoridade após discursar na conferência anual do Comitê de Bretton Woods, na sede do Banco Mundial.

"Está nas mãos dos acionistas decidir o próximo processo que eles usarão na liderança e tenho certeza que eles escolherão uma pessoa muito boa", disse Zoellick.

Os comentários do presidente do Banco Mundial foram feitos enquanto autoridades europeias começam a fazer lobby para que o substituto de Strauss-Kahn seja outro europeu, em razão da atual crise de dívida da região. No entanto, países asiáticos, como a China, afirmaram que o novo líder do FMI deve refletir melhor as mudanças nos padrões econômicos globais e representar melhor os mercados emergentes. As informações são da Dow Jones.

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