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Selic encarece crédito para 13º de empresas

Bradesco e BB elevaram taxa de juros para a modalidade de empréstimo este ano; Santander reduziu juro para tentar ganhar pequeno empresário

ALINE BRONZATI, O Estado de S.Paulo

08 de setembro de 2013 | 02h17

As empresas que recorrerem ao crédito bancário para o 13º salário dos seus funcionários neste ano terão de desembolsar um maior volume de recursos. O custo mais elevado é justificado, segundo especialistas ouvidos pelo Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, principalmente, pelo maior patamar da taxa básica de juros (Selic), elevada na semana passada em mais 0,5 ponto porcentual, para 9% ao ano.

Empresas de médio e pequeno porte e que já possuem folha de pagamento com o banco são, em geral, o público-alvo dessa linha de crédito. Esse público tem convivido com um cenário mais restrito para a obtenção de recursos.

"A composição da taxa está muito ligada ao risco da operação, tempo de relacionamento com o banco e histórico de crédito. É um conjunto de fatores", explica o diretor do departamento de empréstimos e financiamentos do Bradesco, José Ramos Rocha Neto.

A expectativa do Bradesco é, segundo ele, emprestar montante 15% superior ao liberado no ano passado. A despeito do menor crescimento do País, os primeiros sinais de agosto, mês no qual foi liberada a linha para pagamento do 13.º, são "otimistas", de acordo com Rocha.

A taxa mínima de contratação da linha do Bradesco é de 1,78% ao mês ante 1,41% no ano passado, aumento justificado, conforme o executivo, pelo repasse da elevação da Selic.

O Banco do Brasil reabriu esta semana sua linha de crédito destinada às empresas para o pagamento do 13º salário e sua expectativa é superar R$ 1 bilhão em empréstimos. O montante, se confirmado, é mais de 15% superior ao concedido em 2012, de R$ 868 milhões, quando foram beneficiadas mais de 25 mil empresas. Rosemar Faust, gerente executiva de micro e pequenas empresas do BB, explica que o montante estimado tem como base os clientes que já têm limite contratado com o banco.

"A maioria é micro e pequeno empresário. Em 2012, mais de 70% da linha foi disponibilizada para clientes que faturam até R$ 5 milhões por ano e tíquete médio de R$ 35 mil", diz ela.

O custo mínimo na linha do BB também subiu este ano, conforme Rosemar, por conta dos juros maiores. Está em taxa referencial (TR) mais 1,19% ao mês, para as operações com vinculação de fundo garantidor, o Fundo de Garantia de Operações (FGO), ante TR mais 0,98% ao mês no ano passado.

O mais agressivo em taxa, do grupo de bancos de capital aberto, é o espanhol Santander. Na contramão dos rivais, a instituição reduziu a taxa líquida mínima do seu produto de 1,57% ao mês em 2012 para 1,07% ao mês neste ano. Para conseguir este custo, o banco exige que o cliente fique adimplente em toda a vigência de contrato.

Dentro da sua estratégia de ser o banco das PMEs, o Santander disponibiliza, a partir da semana que vem, R$ 2 bilhões para os empresários fazerem o pagamento do 13.º aos funcionários com prazo de até 36 meses.

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