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Thiago de Aragão: China traça 6 estratégias para pós-covid que afetam EUA e Brasil

Selic estável: veja como fica seu investimento

A manutenção da Selic, a taxa básica referencial de juros, em 19% ao ano não surpreendeu os analistas. A reação do mercado à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) será conhecida amanhã, já que o resultado só foi divulgado após o fechamento dos negócios. Mas, como a manutenção dos juros já era prevista, não se espera que tenha muito peso para os investidores. Segundo os analistas, as atuais taxas são elevadas, mas o momento é de muitas incertezas, o que impede uma redução das taxas neste momento. A maior preocupação dos analistas é que surjam novos ataques terroristas, especialmente depois dos diversos casos de bioterrorismo nos Estado Unidos. Além disso, teme-se que a guerra na Ásia saia do controle e envolva outros países ou torne-se uma campanha militar longa e custosa.Mas, de qualquer forma, a desaceleração econômica mundial é uma realidade e depende de fatores difíceis de medir, como o risco de um novo ataque de grandes proporções. Em uma perspectiva mais pessimista, a recessão mundial poderá ser longa e profunda, e para os países emergentes, como Brasil e Argentina, a situação fica ainda mais complicada. Leia mais sobre a avaliação dos analistas sobre a conjuntura no link abaixo.Fundos DI e prefixadosA estratégia mais recomendada é a cautela, portanto, que o investidor aplique seus recursos em fundos corrigidos por juros, os chamados fundos referenciados DI, que acompanham as taxas de juros, o que se considera o mais seguro. Em sua maior parte, a carteira dos fundos referenciados DI é formada por títulos públicos que acompanham as taxas de juros negociadas no mercado interbancário. Ou seja, mesmo que as taxas subam ainda mais em função de um agravamento dos conflitos internacionais ou por uma piora da situação na Argentina, o investidor estará protegido.Em relação aos fundos de renda fixa prefixados - compostos, em grande parte, por títulos do governo que pagam uma taxa de juros prefixada -, o risco ainda é elevado segundo os analistas. Isso porque os juros podem voltar a subir, caso os índices de inflação voltem a ficar pressionados (veja mais informações no link abaixo).Ações apresentam riscoComo as bolsas refletem em grande parte a saúde econômica do país, esse é um investimento especialmente arriscado num momento de desaceleração e muitas incertezas. Quem tem recursos novos e não tem um data definida para resgate pode direcionar parte de seus recursos para a Bolsa, mas deve estar preparado para possíveis perdasUma das principais recomendações para quem quiser formar uma poupança de longo prazo, com investimentos em Bolsa, é que não se tenha um prazo fixo para saque. Deve-se esperar o tempo que for necessário para que a aplicação acumule altas e ofereça uma rentabilidade diferenciada para então embolsar o ganho, mesmo que isso demore anos.Dólar e fundos cambiais só em casos especiaiso dólar tem estado muito mais estável nos últimos dias, mesmo sem as fortes intervenções do Banco Central (BC), que se tornaram freqüentes em setembro. Analistas consideram improvável uma queda do dólar, dada a deterioração da economia mundial depois dos ataques terroristas aos EUA. Por outro lado, não é possível prever se a escalada do dólar chegou ao fim, especialmente dadas as incertezas quanto à situação norte-americana e argentina. De forma geral, o risco de aplicações baseadas na moeda norte-americana é muito grande, e só deve ser assumido por investidores de perfil muito agressivo. Para quem tem dívidas em dólar ou está poupando para uma viagem ao exterior, comprar moeda norte-americana é uma opção viável, mesmo com as cotações em patamares muito elevados. Isso porque não há nenhuma certeza de que elas não possam subir ainda mais. Neste caso, a operação é de proteção contra eventuais altas futuras do dólar. Para quem vai colocar recursos em fundos cambiais com este objetivo, vale destacar que o ganho é diminuído pela incidência da alíquota de 20% sobre a valorização das cotas em reais.

Agencia Estado,

17 de outubro de 2001 | 20h11

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