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E-Investidor: Itaúsa, Petrobras e Via Varejo são as ações queridinhas do brasileiro

Selic mantida: veja como fica seu investimento

A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) veio ao encontro da perspectiva da maioria dos analistas que apostava em manutenção da Selic, a taxa básica de juros da economia, em 18,5% ao ano. Os negócios apresentaram alguma reação, mas os números mostram que o movimento foi apenas um ajuste das taxas.Para se ter uma idéia, na última sexta-feira, os contratos de DI futuro com vencimento em junho negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) pagavam taxa de 18,300% ao ano. Na segunda-feira, os juros destes papéis registraram alta para 18,340% ao ano, tendo recuado para 18,290% ao ano na terça-feira. Após o anúncio da decisão do Copom, os juros voltaram para 18,300% ao ano ? mesmo patamar de negociação registrado na sexta-feira.Para os investidores, a decisão do Copom não altera as recomendações para os investimentos. Segundo analistas, neste momento, o fator de maior importância na escolha das aplicações é o elevado grau de incertezas que existe no cenário ? encaminhamento do processo eleitoral, atividade econômica no Brasil e nos Estados Unidos e crise argentina. ?Não é tempo de otimismo infundado e nem de pessimismo exagerado. O investidor deve aguardar por mais clareza no cenário antes de fazer sua aposta, principalmente se há riso de perdas e o investidor não tem tolerância ao risco?, afirma o diretor do West LB Asset Management, André Reis. Quem busca segurança nas aplicações e, portanto, não aceita perdas pode direcionar seus recursos para os fundos referenciados DI (pós-fixados).Analistas acreditam que a tendência para as taxas de juros é declinante, o que abre espaço para maiores ganhos em fundos de renda fixa prefixada. Porém, é preciso destacar que o rendimento destas carteiras depende da composição dos papéis que formam o fundo. Além disso, quem entra agora em fundo prefixado não obterá o mesmo rendimento conquistado por um investidor que já estava com recursos alocados na carteira. Para quem aceita correr riscos, é hora de diversificarInvestidores que têm uma tolerância maior ao risco e não têm uma data definida para resgate podem diversificar suas aplicações. O economista-chefe do ABN Amro Asset Management, Hugo Penteado, afirma que há boas oportunidades de ganho na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), mas, diante das incertezas do cenário, a recomendação é que apenas metade dos recursos que seriam direcionados para a Bolsa seja efetivamente usado para a compra de ações.Penteado recomenda: ?Ao definir a sua carteira de aplicações, o investidor deve definir qual a parcela de recursos que está disposta a colocar em Bolsa. Deste total, apenas 50% deve ser usado para comprar ações agora.? Outra opção de diversificação são os fundos cambiais, que pagam uma taxa de juros prefixada mais a variação do dólar. O dólar já subiu muito nos últimos dias e são grandes as chances de oscilações até a definição do cenário político. Porém, ninguém sabe em que patamar o dólar vai se estabilizar. Já para quem tem dívidas em dólar ou pretende viajar ao exterior, a formação de hedge (proteção) é imprescindível. Vale lembrar que a proteção oferecida pelos fundos cambiais não é total, devido à incidência de uma alíquota de 20% de Imposto de Renda sobre a valorização da cota em reais. Isso quer dizer que um quinto da alta do dólar é retida na forma de imposto, não chegando até o bolso do investidor.Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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