Selic menor: veja como fica seu investimento

A reação do mercado à redução da Selic, a taxa básica referencial de juros, de 19% ao ano para 18,75% ao ano, será conhecida somente amanhã, já que a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) foi anunciada após o fechamento dos negócios. Apesar de não ser uma decisão esperada, analistas acreditam que a redução dos juros poderá influenciar apenas o humor dos investidores, sem impacto direto nos negócios.Para o diretor-executivo da Asset Management do West LB Banco Europeu, André Reis, o impacto no mercado de juros futuros deve ser muito pequeno, já que o recuo das cotações em papéis negociados neste mercado vinha sendo antecipada por investidores. "Se a inflação der sinais de recuo mais consistente, novamente os investidores poderão antecipar esta tendência, até mesmo antes da próxima reunião do Comitê", declara.Regra geral, um recuo das taxas de juros traz vantagens para a aplicação em renda fixa prefixada. Porém, no caso dos fundos prefixados, o ganho depende da composição dos papéis que formam a carteira. Além disso, quem entra agora em fundo prefixado não obterá o mesmo rendimento conquistado por um investidor que já estava com recursos alocados na carteira. Isso porque os gestores corrigem diariamente o valor dos títulos pelas taxas negociadas no mercado financeiro. Como a queda dos juros vinha sendo antecipada nos negócios, o valor das cotas dos fundos já vinha sendo corrigida, resultando em rendimentos maiores para quem estava em fundos de renda fixa prefixada. Novamente, vale lembrar que este resultado depende muito dos papéis que compõem as carteiras. Veja mais informações sobre estes fundos no link abaixo.Caso as taxas de juros continuem recuando no mercado futuro, permanecem boas as perspectivas para os fundos de renda fixa prefixada. "O diretor de fundos do BNL Asset Management, Claudio Lellis, afirma que esta pode ser uma possibilidade de ganho maior destas carteiras na comparação com os fundos referenciados DI (pós-fixados). Mas, para o investidor mais cauteloso, o indicado é aplicar seus recursos em fundos referenciados DI, que acompanham as taxas de juros. Apesar de as taxas apresentarem um movimento de queda, os fundos DI ainda proporcionam um ganho real - rendimento nominal menos inflação - bastante atrativo. Vale lembrar que, em sua maior parte, a carteira dos fundos referenciados DI é formada por títulos públicos que acompanham as taxas de juros negociadas no mercado interbancário. Diversificação em açõesComo as bolsas refletem em grande parte a saúde econômica do país, esse é um investimento arriscado num momento de incertezas. De qualquer forma, o ambiente já é mais calmo e a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) mantém-se nos mesmos patamares do final de novembro, com potencial de valorização, segundo o estrategista do Deutsche Bank, JoséCunha. Mas é bom lembrar que a sucessão presidencial pode afetar os preços das ações crescentemente a partir de agora. Quem acredita na recuperação econômica, tem recursos novos e não tem um data definida para resgate pode direcionar parte de seus recursos para a Bolsa, mas sempre deve estar preparado para possíveis perdas.Uma das principais recomendações para quem quiser formar uma poupança de longo prazo com investimentos em Bolsa é que não se tenha um prazo fixo para saque. Deve-se esperar o tempo que for necessário para que a aplicação acumule altas e ofereça uma rentabilidade diferenciada para então embolsar o ganho, mesmo que isso demore anos.Dólar e fundos cambiais só em casos especiaisO dólar está estável desde a semana passada. Porém, um agravamento da crise argentina ou uma deterioração surpreendente da economia mundial podem elevar novamente as cotações. Outro fator de risco são as eleições presidenciais do ano que vem, embora os investidores estejam mais tranqüilos com o desempenho de Roseana Sarney e com o lançamento da candidatura de José Serra, considerados mais confiáveis do ponto de vista da manutenção do modelo econômico. De qualquer forma, quanto mais próxima a oposição estiver do Palácio do Planalto, maior deve ser o nervosismo dos investidores.Para quem tem dívidas em dólar ou está poupando para uma viagem ao exterior, comprar moeda norte-americana é uma opção viável, pois não há nenhuma certeza de que as cotações não subam ainda mais. Neste caso, a operação é de proteção contra eventuais altas futuras do dólar. Para quem vai colocar recursos em fundos cambiais com este objetivo, vale destacar que o ganho é diminuído pela incidência da alíquota de 20% sobre a valorização das cotas em reais.Veja o comentário de analistas sobre a redução da Selic e as perspectivas para os juros ao consumidor nos links abaixo.

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