Selic pode cair para até 6% ao ano, prevê Gradual

Segundo economista-chefe da corretora, como o governo está amarrado com política fiscal, sobrou para o BC a tarefa de atuar de forma a atrair investimentos

Francisco Carlos de Assis e Gustavo Porto, da Agência Estado,

16 de agosto de 2012 | 20h57

SÃO PAULO - Numa tentativa de desobstruir os canais de investimentos, o Banco Central poderá jogar a taxa de juros, no médio prazo, para até 6% ao ano, avalia o economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito. Segundo ele, como o governo está amarrado com a política fiscal, sobrou para o BC a tarefa de atuar de forma a atrair investimentos. O ponto positivo desse eventual cenário de juro é que se a inflação ameaçar sair do controle a autoridade monetária poderá puxar a Selic para o patamar de até 8%. "De 6% para 8%, em termos nominais, a taxa de juros ficará num patamar razoável. Mas, porcentualmente passar de 6% para 8% será uma pancada forte para a Selic", disse o economista ao chegar para evento da Istoé Dinheiro.

No curto prazo, Perfeito espera que a autoridade monetária promova mais dois cortes de 0,50 ponto porcentual na taxa de juro. Ele lembra, que a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), será no final do mês e que também será divulgado o PIB, que, segundo ele, será baixo. A expectativa da Gradual é de que no segundo semestre do ano o PIB tenha crescido apenas 0,8% ao ano. O grande problema agora, de acordo com o economista, é a inflação que pode aumentar até mesmo por conta da baixa taxa de juros.

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