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Selic sobe e expectativa é de nova alta em dezembro

Em sintonia com as expectativas de economistas e investidores, o Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a Selic, a taxa básica de juros da economia, de 21% para 22% ao ano. Em comunicado divulgado ao final da reunião, o Comitê atribuiu à alta da inflação o principal motivo para a decisão. A ata da reunião será divulgada na próxima quarta-feira e a próxima reunião do Copom acontece nos dias 17 e 18 de dezembro.O economista-chefe da ABN Amro Asset Management, Hugo Penteado, que esperava uma elevação dos juros em um ponto porcentual, avalia que essa era a atitude mais coerente do Banco Central (BC), diante de um quadro inflacionário. Ele lembra que, em 14 de outubro, quando o Comitê, em reunião extraordinária, elevou a Selic de 18% ao ano para 21% ao ano, as perspectivas para a inflação estavam menos preocupantes do que hoje."Naquela data, a pesquisa Focus do BC apontava inflação de 8,07% para esse ano e de 7,1% para 2003. Já a pesquisa desse mês, divulgada na semana passada, mostra que a expectativa para os índices inflacionários está pior. Em 2002, espera-se uma inflação de 9,39% e, no próximo ano, 9,81%", afirma o economista. Ele destaca que essa é a primeira vez, desde a adoção do sistema de metas de inflação, em junho de 1999, que a expectativa de inflação para o próximo ano é maior do que o número projetado para o ano atual. "As projeções sempre foram declinantes. Para piorar, o comportamento do dólar, que tem sido o principal foco de influência para a inflação, é muito incerto, o que significa que os preços podem continuar subindo", avalia Penteado.O diretor de fundos da BNL Asset Management, Cláudio Lellis, também estava esperando uma alta de um ponto porcentual para a taxa Selic, mas não está confiante de que isso seja suficiente para conter as cotações do dólar e a pressão de alta sobre os índices de inflação. "Enquanto as diretrizes para a condução da política econômica do próximo governo não estiverem claras, enquanto não forem definidos os nomes da próxima equipe econômica, o dólar permanecerá no atual patamar e só recuará se os investidores estiverem tranqüilos em relação à nova situação", afirma Lellis. Expectativa para a próxima reuniãoDiante desse cenário o economista não destaca uma nova elevação dos juros na próxima reunião do Copom, em dezembro. Ele prevê que as cotações da moeda norte-americana não fiquem abaixo de R$ 3,50, já que, além do momento de cautela em relação à transição presidencial, também o cenário externo deixa os investidores inseguros. "A economia dos Estados Unidos ainda não conseguiu recuperar-se totalmente e os investidores, assumindo uma postura conservadora, preferem manter a posição em dólar, como forma de segurança", afirma.Para o diretor da BNL Asset Management, a expectativa também é de alta da Selic na próxima reunião do Copom. "Acredito que a taxa será elevada em mais um ponto porcentual, passando de 22% para 23% ao ano", afirma. Veja mais informações sobre o impacto da decisão do Copom sobre os investimentos e para o crédito ao consumidor nos links abaixo.

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