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Selic sobe: veja como fica seu investimento

A elevação da Selic, a taxa básica referencial de juros, em 0,5 ponto porcentual para 16,75% ao ano não surpreendeu os mercados. A reação dos investidores à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) será conhecida amanhã, já que o resultado só foi divulgado após o fechamento dos negócios. Analistas consideram, no entanto, que a tendência de longo prazo para os mercados está mais vinculada aos rumos das várias crises que afetam o seu comportamento do que efetivamente à decisão do Comitê. Ainda afetam os humores dos investidores a crise argentina, a crise política e, especialmente, a crise energética, cujos efeitos ainda não podem ser calculados. Como os cenários ainda são incertos, os analistas recomendam cautela na hora de investir. Fundos DI e prefixadosPara quem busca segurança em suas aplicações, o investimento nos fundos de renda fixa pós-fixados (DI) é o mais indicado, pois acompanha a evolução dos juros. Nesse caso, mesmo que as taxas subam em função de um agravamento da crise energética ou fracasse a troca de títulos da dívida de curto prazo da Argentina, o investidor estará protegido. Ao contrário dos fundos de renda fixa DI que oferecem menor risco, os fundos prefixados podem provocar perdas para o investidor, principalmente se não há uma tendência de queda para as taxas de juros, cenário que se confirma hoje. Na comparação entre os dois fundos - prefixados e DI -, os prefixados podem apresentar um ganho superior em um período mais longo. Mas o investidor estará assumindo um risco por isso. Isso porque, no momento do resgate da aplicação, os juros podem estar mais altos do que à época da aplicação e, nesse caso, o valor da cota não incorpora rentabilidade e, ao contrário, perde valor, o que provoca perdas.Mas, para quem já está com os recursos aplicados nessa modalidade de fundo, o melhor é aguardar por uma retomada da tendência de queda de juros, pois, sacando agora, incorporará prejuízos. Ações apresentam risco muito grandeOs papéis na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) vêm acumulando quedas, tornando-se atraentes para o investidor mais ambicioso que estiver mais disposto a correr riscos. Especialmente com a instabilidade do cenário, as oscilações devem manter-se altas, elevando o risco. Vale destacar que a crise energética certamente afetará a produção das empresas, e, conseqüentemente, o valor de suas ações. Porém, ainda é cedo para avaliar o tamanho do impacto do desabastecimento de energia.A recomendação que sempre prevalece é que o investimento em ações não pode ter prazo fixo para saque. Deve-se esperar o tempo que for necessário para que a aplicação acumule altas e ofereça uma rentabilidade diferenciada para então embolsar o ganho, mesmo que isso demore anos.Dólar e fundos cambiais só em casos especiaisA forte alta do dólar vem provocando ganhos expressivos nas carteiras dos fundos cambiais. Os analistas consideram que a enorme instabilidade do cenário deve fazer com que o dólar não caia dos atuais patamares, mas que oscile muito. Assim, o risco de aplicações baseadas na moeda norte-americana é muito grande, e só deve ser assumido por investidores de perfil muito agressivo. Os analistas recomendam essas aplicações apenas para quem tem dívidas em dólar ou está poupando para uma viagem ao exterior, pois, nesse caso, a operação é de hedge, ou seja, proteção contra a alta do dólar. Mesmo assim, para o pequeno poupador, a tributação dos fundos cambiais pode inviabilizar a operação, já que são cobrados 20% mensalmente sobre a valorização da cota em reais.

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