Selos vão atestar veracidade das ofertas e ética das empresas na Black Friday

Promoções estão na mira de órgãos de defesa do consumidor e entidades que reúnem empresas de comércio eletrônico

Márcia De Chiara, O Estado de S. Paulo

22 de novembro de 2014 | 20h00

Órgãos de defesa do consumidor, entidades que reúnem empresas de comércio eletrônico e sites de comparação de preços montaram uma verdadeira operação de guerra para evitar a repetição de problemas que afetaram a Black Friday em anos anteriores.

No ano passado, a Fundação Procon de São Paulo (Procon-SP) recebeu 302 reclamações, o triplo do evento de 2012, e autuou cinco empresas. A principal reclamação dos consumidores foi a falta de produtos em estoque (46%), seguida pela maquiagem de preços (27%) e pela lentidão e dificuldade de acesso aos sites (21%), segundo o site Reclame Aqui. Na edição anterior, foram os falsos descontos que arranharam a credibilidade do evento. Prova disso que o bordão “vendo tudo pela metade do dobro do preço” ganhou força entre os consumidores em referência à Black Friday.

Exatamente para evitar esse problema, desde agosto o Procon-SP monitora os sites de comércio eletrônico e arquiva as telas com preços ofertados. “Estamos fazendo isso para ter um histórico e saber se realmente os preços na Black Friday estarão com desconto”, afirma o diretor executivo do Procon-SP, Alexandre Modonezi.

O site Buscapé também vai validar as promoções da Black Friday, usando o histórico de preços dos produtos, conta o presidente para a América Latina, Rodrigo Borer. As ofertas consideradas válidas estarão identificadas com um selo.

Um selo, mas com a chancela Black Friday Legal, também será usado para identificar as empresas de comércio eletrônico comprometidas em seguir um código de conduta no evento. Segundo a Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net), responsável pela iniciativa, 600 empresas de comércio online tinham se inscrito até a semana passada para receber essa chancela. No ano passado, 123 empresas receberam esse selo e todas eram do comércio online. Neste ano, a adesão superou a expectativa da camara-e.net, que era um aumento de 20%. Outra novidade é que empresas de varejo tradicional aderiram ao código de ética.

Mutirão. Além de identificar a veracidade das ofertas, o Procon-SP organizou um mutirão de atendimento às reclamações. Durante a próxima sexta-feira cerca de 100 funcionários, recrutados de outras áreas, vão atender às queixas dos consumidores durante 24 horas, pelo telefone, site, Twitter e Facebook. Na página do Procon-SP haverá uma lista dos sites que já apresentaram problemas.

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