Daniel Teixeira/ Estadão
Daniel Teixeira/ Estadão

General admite que contingente das Forças Armadas é pequeno, mas não existe risco de erros

Santos Cruz participa de reunião no Palácio do Planalto; presidente Michel Temer e assessores avaliam a paralisação dos caminhoneiros

Julia Lindner e Fernando Nakagawa, O Estado de S. Paulo

27 Maio 2018 | 10h41

BRASÍLIA - Membros do governo federal estão reunidos neste momento, com o presidente Michel Temer, para avaliar a situação da paralisação de caminhoneiros em todo o País, que chega hoje ao sétimo dia neste domingo, 27. Os ministros fizeram uma reunião inicial de acompanhamento da crise por cerca de duas horas antes da chegada de Temer e, depois, por volta das 11h15, seguiram para o gabinete do presidente.  

A expectativa é que as novas reivindicações dos manifestantes sejam discutidas no encontro. A categoria pede agora a ampliação do prazo de 30 para 60 dias do congelamento do desconto de 10% no preço do diesel.

Estão presentes os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil),  Torquato Jardim (Justiça), Carlos Marun (​Secretaria de Governo), Sergio ​Etchegoyen (Gabinete de Segurança ​Institucional), Moreira Franco (Minas e Energia), Raul ​Jungmann (Segurança Pública), Eduardo Guardia (Fazenda), Esteves Colnago (Planejamento), a advogada-geral da União, Grace Mendonça, e o ministro interino Eumar Roberto Novacki (Agricultura). Também participa o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid.

Pelo Twitter, o General Villas Boas, comandante do Exército, disse há pouco que participa de uma reunião paralela, sob a coordenação do general Silva e Luna, ministro da Defesa, para uma vídeo-conferência com os responsáveis pelas áreas de atuação na solução da greve.

Mais cedo, o general Santos Cruz, Secretário Nacional de Segurança Pública, participou da primeira reunião com os ministros, sem Temer. Antes de entrar no encontro, ele disse à imprensa que "não existe o mínimo risco" das Forças Armadas cometerem algum tipo de erro ao requisitar veículos particulares, medida que foi autorizada no sábado,  26, por meio de decreto. "Nosso pessoal é muito bem preparado. Não existe o mínimo risco de cometer qualquer erro, de cometer qualquer coisa fora da lei, qualquer coisa que seja condenável do ponto de vista não só legal, da própria educação."

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O general ressaltou que a Força Nacional é um contingente pequeno e que está distribuído pelo País. "Não é um contingente que possa influir decisivamente em qualquer ação."

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Questionado se uma possível greve dos petroleiros poderia representar um efeito cascata de paralisações no País, o general disse que "é preciso tomar cuidado com a exploração do movimento por interesses partidários".

Santos Cruz afirmou que a base da paralisação dos caminhoneiros "são interesses naturais de categorias que estão pressionadas por suas necessidades".

"Enquanto você não desatar o nó da questão, o problema se arrasta e o trabalho na punição, vamos dizer assim, ou de Forças Armadas na escolta de comboios é feito de maneira normal para manter abastecimento sem nenhum conflito, sem nenhum choque, sem nada. Não existem dois lados nisso. Isso é simplesmente um problema que o Brasil está vivendo e vai ter que resolver."

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Durante a noite de sábado, entre balanço das 19h e das 22h divulgado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), aumentou o número de pontos de manifestação identificados em rodovias federais de 1.163 para 1179. Desse total, 625 pontos foram desbloqueados entre o início das manifestações até as 22h de sábado. O número de pontos bloqueados de acordo com o último balanço é de 554.

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