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Sem acordo, Argentina entra em colapso em maio de 2003, diz secretário

O secretário de Finanças da Argentina, Guillermo Nielsen, afirmou hoje que a Argentina entrará em colapso econômico em maio de 2003, se até esta data o Fundo Monetário Internacional (FMI) se recusar a fechar um acordo de socorro financeiro ao país. "Sem um acordo com o fundo, a Argentina, que tem US$ 9,3 bilhões em reservas, perderá totalmente esse montante", disse. Ele participou do seminário "O que aconteceu na Argentina", como parte da 1ª Cúpula Empresarial da América Latina, organizada pelo Fórum Econômico Mundial, no Rio.Participaram deste debate o subsecretário de Estado dos Estados Unidos para Economia, Negócios e Agricultura, Alan P. Larson, e o economista-chefe para a América Latina e o Caribe do Banco Mundial, Guillermo Perry. Em sua palestra, Nielsen fez um relato dramático sobre a situação argentina e afirmou ser impossível explicar como o país chegou ao nível de endividamento atual. Segundo ele, dificilmente a Argentina conseguirá reduzir sua dívida pública a patamares sustentáveis.De acordo com Nielsen, a comunidade internacional permitiu isso durante os últimos anos. Para ele, todos os organismos multilaterais de financiamento e os investidores compartilharam da idéia de que a taxa de câmbio fixa da Argentina era um exemplo. Nielsen disse que o atual governo teve de assumir não só a dívida do país, como o compromisso de gerenciar a crise econômica.O secretário afirmou também que a Argentina está negociando com o FMI, apesar da grave situação que a mantém fora de todo o sistema financeiro internacional. Ele lamentou a decisão do país de não pagar na totalidade a dívida de US$ 850 milhões ao Banco Mundial (Bird) na quinta-feira da semana passada, mas apenas US$ 80 milhões referentes aos juros.

Agencia Estado,

20 de novembro de 2002 | 17h00

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