Governo de São Paulo/Divulgação
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Sem acordo com Brasília, negociação entre SP e caminhoneiros fracassa

Governador Márcio França adia para quinta-feira a entrada em vigor de medidas que beneficiam setor de frete à espera de acordos com o Congresso e o governo federal

André Italo Nogueira e Bruno Ribeiro, O Estado de S. Paulo

27 Maio 2018 | 19h02

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SÃO PAULO - O governador de São Paulo, Márcio França (PSB), anunciou neste domingo, 27, que as negociações fechadas ontem com os caminhoneiros paralisados do Estado não prosperaram porque o governo federal não aceitou ampliar de 30 para 60 dias o prazo de manutenção do desconto no preço do diesel, como queriam os grevistas. 

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"O ministro Marum me ligou dizendo que conseguiu equacionar dois dos pedidos, que era a questão de que a bomba funcionasse com R$ 0,41 (de desconto) a menos, e equacionar uma medida provisória que fosse feita em todo o Brasil para descontar o pedágio do eixo levantado. Entretanto, não conseguiu encontrar um jeito de fazer o prazo (de vigência do desconto) ficar de até 60 dias”, anunciou o governador, em coletiva no Palácio dos Bandeirantes.

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França disse que tentaria contato direto com o presidente Michel Temer ainda neste domingo para entender os motivos de não conseguirem cumprir o prazo, mas que, diante da negativa, não aplicaria as medidas acordadas com os caminhoneiros nesta terça-feira, 29, que seria a isenção da tarifa de pedágio sobre o eixo suspenso dos caminhões.

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“Eles mesmos (caminhoneiros) falaram para aguardar até quinta”, disse França. Segundo ele, Temer chegou a propor um desconto ainda maior, de R$ 0,46, mas não garantiu a ampliação do prazo de manutenção do valor.

De acordo com o governador, o novo prazo para um possível acordo (quinta-feira) foi definido para aguardar duas medidas que os caminhoneiros esperam ser votados nesta semana pelo Congresso: o PL 121, que cria um valor mínimo para o frete no País, no Senado, e a Lei Geral do Frete, na Câmara. França afirmou acreditar que as duas votações ajudariam a desmobilizar os caminhoneiros paralisados no País.

O governador afirmou que após o acordo feito com um grupo de caminhoneiros autônomos no sábado, 26, o número de motoristas mobilizados no Estado caiu de 13 mil para 1,3 mil e que o total de pontos de manifestações foi reduzido de 200 para cerca de 30. Ele voltou a garantir que os serviços essenciais do Estado estão garantidos.

França negou que o fracasso nas negociações com o governo federal pudessem ter um caráter político, por dar a ele protagonismo nacional na solução da crise. França, que é candidato à reeleição ao governo paulista, afirmou que tanto ele quanto Temer são políticos “experientes” que querem resolver a crise o quanto antes. “Caos só gera mais caos”, afirmou.

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