Sem acordo, Mercedes-Benz mantém 500 demissões em São Bernardo do Campo

Nova rodada de negociação entre sindicato e a direção da montadora foi marcada para segunda-feira

IGOR GADELHA, O Estado de S. Paulo

20 Maio 2015 | 19h12

O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e a direção da Mercedes-Benz não chegaram a um acordo para evitar a demissão de 500 funcionários da fábrica de caminhões e chassis de ônibus da montadora em São Bernardo do Campo (SP). Durante reunião nesta quarta-feira, 20, segundo o sindicato, todas as propostas alternativas apresentadas pela empresa mantêm a demissão dos trabalhadores. Uma nova rodada de negociação foi marcada para segunda-feira , 25.

A Mercedes reiterou, por meio da assessoria de imprensa, que mantém a decisão anunciada na segunda-feira, 18, de demitir os 500 metalúrgicos na unidade até 29 de maio, como parte do processo de ajuste da produção à baixa demanda do mercado automotivo. A montadora diz ter um excedente de 1.750 trabalhadores na fábrica de São Bernardo.

Os 500 trabalhadores que deverão ser desligados estavam em lay-off (suspensão temporária dos contratos) desde maio do ano passado e deveriam retornar ao trabalho em 15 de junho. Em São Bernardo, a Mercedes tem também 250 metalúrgicos afastados desde maio de 2014 até 30 de setembro. A montadora possui ainda 100 metalúrgicos em lay-off em Juiz de Fora (MG) até 31 de maio.

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