Sem acordo no TST pela 2ª vez, greve dos Correios continua

Empresa e funcionários apresentam contrapropostas ao Tribunal, que vai avaliar os textos até esta sexta

Carina Urbanin, da Agência Estado,

17 de julho de 2008 | 18h15

Os funcionários dos Correios e a empresa não chegaram a um acordo nesta quinta-feira, 17, e a greve vai continuar. A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) e a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect) tinham até o meio-dia para manifestarem suas respostas à proposta sugerida pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), no último dia 15, mas ambas apresentaram contrapropostas. O ministro do TST, Rider Nogueira de Brito, deve avaliar os textos e se pronunciar até esta sexta-feira.   Veja também: Greve não exime pagamento de contas em dia, diz Procon   A proposta do TST determinava o pagamento definitivo de uma gratificação de 30% aos carteiros, a serem calculados sobre o salário base de cada um e pagos proporcionalmente às horas trabalhadas em serviços de coleta e entrega. Além do pagamento de 50% dos dias parados, o TST sugeriu na proposta a proibição de demissões pelo prazo de 60 dias, a partir de 18 de julho. A greve dos correios completou 17 dias nesta quinta.   De acordo com a assessoria de imprensa do TST, a ECT pediu ao Tribunal que conceda uma liminar determinando a suspensão da greve ou manutenção de 70% do efetivo, sob pena de multa diária no valor de R$ 100 mil. Até que Brito se manifeste, vale a decisão anterior que exige 50% dos funcionários trabalhando, sob pena de multa diária de R$ 30 mil.   A assessoria de imprensa da Fentect informou que não foi possível negociar com a ECT, pois não houve acordo em relação ao pagamento dos dias não trabalhados e nem sobre a revogação do Plano de Carreiras, Cargos e Salários (PCCS), implantado em 1º de julho. O plano permite demissão por baixa produtividade.   De acordo com a assessoria dos Correios, desde o início da greve até a noite desta quinta, haviam chegado à empresa 390 milhões de correspondências, das quais 67,4% foram entregues - o que significa que quase 154 milhões de objetos continuam parados. A adesão dos funcionários à greve chega a 18% do total da empresa, em 21 Estados mais o Distrito Federal.

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