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Sem autorização, ex-OGX suspende leilão de objetos

Por falta de amparo legal, a petroleira Óleo e Gás Participações (ex-OGX) decidiu suspender o leilão de equipamentos, móveis e utensílios de escritório previsto para hoje.

O Estado de S.Paulo

12 de março de 2014 | 02h04

Em recuperação judicial, a companhia do empresário Eike Batista tinha colocado à venda desde computadores até xícaras personalizadas com o antigo emblema da petroleira na expectativa de arrecadar, pelo menos, R$ 76 mil. A cifra é pequena diante da atual dívida da empresa, calculada em R$ 13,3 bilhões.

Para realizar o leilão, a ex-OGX teria de ter o aval do juiz responsável pela recuperação. Mas a petroleira não teria solicitar autorização por considerar o valor dos itens irrisório. O problema é que, apesar do baixo valor, mobiliários e utensílios de escritórios são bens permanentes e precisam do sinal verde da Justiça para serem vendidos durante uma recuperação judicial.

Apesar da suspensão, o site de leilões online Sold continuava mostrando a lista com os 718 lotes colocados à venda pela petroleira. Segundo fontes ouvidas pelo Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, a ex-OGX não abandonou a ideia do leilão. A intenção é solicitar a autorização hoje à Justiça.

Abertos no dia 27 de fevereiro, os lances iniciais variavam de R$ 20 a R$ 500 por lote. A lista incluía notebooks, frigobares, mesas, cadeiras, telefones, sanduicheiras, pratos, cafeteiras copos, lixeiras, persianas e móveis de escritório. Os valores do lance inicial ficam bem abaixo do cobrado pelo varejo.

Recuperação. A OGX entrou com pedido de recuperação judicial no fim de outubro do ano passado, em meio à crise de confiança que atingiu a companhia. A petroleira de Eike Batista, que foi rebatizada de Óleo e Gás Participações (OGpar) em dezembro, começou a enfrentar problemas ainda em 2012, ao anunciar produção abaixo da expectativa.

No fim de 2013, a empresa fechou acordo com detentores de títulos da sua dívida bilionária. O acerto previu a injeção de recursos na companhia por investidores internacionais e a conversão da dívida de cerca de US$ 5,8 bilhões em participação acionária. / MÔNICA CIARELLI, DO RIO

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