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Sem boas novas, Bovespa opta por realização de lucros

Esgotado o otimismo criado com notícias positivas de bancos e de medidas do governo norte-americano para tentar reanimar a economia, os investidores em ações preferiram realizar lucros, fazendo a Bovespa recuar após três altas consecutivas.

ALUÍSIO ALVES, REUTERS

20 de março de 2009 | 18h10

No final de uma sexta-feira de volatilidade, o Ibovespa encolheu 0,93 por cento, aos 40.076 pontos. Na semana, contudo, o índice subiu 2,7 por cento, estendendo para 5 por cento o ganho acumulado no mês.

O giro financeiro da sessão foi de 3,5 bilhões de reais.

"Os sinais de melhora do sistema financeiro nos Estados Unidos fizeram o mercado de ações mudar de patamar nos últimos dias. Mas para os índices continuarem subindo, são necessárias novas boas notícias", avaliou Gabriel Goulart, analista econômico da Mercatto Gestão de Recursos.

Como o dia foi vazio de indicadores econômicos e relativamente fraco em novidades no âmbito corporativo, os investidores preferiram embolsar os ganhos recentes.

Tendência que também se espalhou para o segmento de commodities, acrescentando pressão sobre as ações mais importantes do Ibovespa. A reboque da queda nos preços de metais, Vale cedeu 0,7 por cento, a 27,10 reais.

Petrobras caiu 0,5 por cento, para 29,10 reais. Depois do rali recente, que na véspera culminou com o pico em quatro meses, a cotação do barril do petróleo cedeu 1 por cento nesta sexta-feira.

Em Wall Street, comentários negativos de analistas sobre a General Eletric foram o suficiente para empurrar os principais índices locais para a segunda queda seguida, embora tenham fechado a semana no azul.

No plano doméstico, companhias concessionárias de serviços públicos intensificaram a pressão sobre o Ibovespa.

A pior do dia foi Vivo, perdendo 9 por cento, a 33,90 reais.

Dados divulgados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) revelaram que a operadora manteve-se líder no mercado brasileiro de telefonia móvel, mas teve uma pequena perda de market share em fevereiro.

A Anatel informou ainda que o Brasil adicionou 415,9 mil novos usuários de celular ao total do país em fevereiro, uma queda de 67 por cento sobre o mesmo período do ano passado.

Outro destaque negativo foi Cemig, caindo 4,8 por cento, para 32,25 reais, depois de a elétrica mineira ter reportado na quinta-feira à noite os resultados do quarto trimestre de 2008, que vieram abaixo das expectativas do mercado.

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