Sem Brasil, queda no lucro do Credit Suisse seria maior

A crise americana faz mais uma vítima. Desta vez é o tradicional Credit Suisse, o segundo maior banco da Suíça. O banco anunciou hoje uma queda de 72% em seus lucros líquidos no último trimestre de 2007, quando a turbulência nos mercados foi mais intensa. No total, a queda nos lucros anuais do banco chegou a 24% e só não foi maior graças a resultados em mercados emergentes, como no Brasil, com a performance da Hedging-Griffo. O banco ainda elogia a situação da economia brasileira. Segundo o Credit Suisse, a queda nos lucros ocorreu por causa da crise no mercado de créditos. Nos últimos três meses do ano, o lucro foi de US$ 1,2 bilhão. No setor de investimentos, a queda nos lucros foi ainda maior, cegando a 86%. Na área de private banking (administração de fortunas), porém, o banco apresentou um desempenho positivo, com lucros de 20%, chegando a 1,3 bilhão de francos suíços. No ano, a alta foi de 19%, atingindo 3,4 bilhões de euros. Parte da explicação seria a atuação no Brasil. O Credit Suisse adquiriu a Hedging-Griffo e se tornou o maior banco de investimentos do País, além de ocupar uma posição de liderança em private banking. Segundo o banco suíço, a estratégia no Brasil é de longo prazo e demonstra o interesse em garantir uma presença mundial do banco. O que o Credit Suisse não aponta, porém, são as investigações contra seus gerentes no Brasil que resultaram na prisão de um de seus funcionários, acusado de lavagem de dinheiro.O Credit Suisse não deixa de elogiar as condições da economia brasileira. "Há menos de uma década, a economia brasileira estava em um estado de turbulência", afirma o relatório anual do banco. Segundo os suíços, em 2002 o governo adotou uma série de medidas que "transformaram a economia". "Ao final de 2007, beneficiando-se de uma forte economia global e altos preços de commodities, o Brasil fortaleceu de forma significativa suas reservas, estabilizou sua moeda e reduziu a dívida externa", afirma o banco. Em 2007, o Credit Suisse somos lucros totais de 5,3 bilhões de euros, 24,5% abaixo do que havia obtido em 2006.

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