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Sem combustível, aeroportos correm risco de parar a partir de amanhã

Paralisação dos caminhoneiros interrompeu o fornecimento de combustível dos aeroportos

Lu Aiko Otta, O Estado de S.Paulo

23 Maio 2018 | 21h32

BRASÍLIA - A paralisação dos caminhoneiros interrompeu o fornecimento de combustível dos aeroportos. Na noite desta quarta-feira, 23, um levantamento que circulou no governo indicava que, mantida a paralisação, o estoque no aeroporto de Recife acabaria logo mais à noite.

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Em Brasília, o suprimento seria suficiente até o meio-dia de amanhã. E em Porto Alegre o combustível duraria aproximadamente mais um dia. Os estoques também estão próximo do fim em Goiânia e Maceió.

O cenário só não é de prenúncio de caos aéreo porque dois dos principais aeroportos, o de Guarulhos e o do Galeão, são abastecidos por meio de dutos.

Congonhas dificilmente será afetado, porque conta com um serviço de transporte com escolta que pode trazer combustível de Guarulhos. Santos Dumont também conta com um esquema especial de abastecimento.

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Isso significa que algumas rotas poderão seguir em funcionamento, nos locais que podem ser alcançados por aviões que partem de Guarulhos, Galeão, Congonhas e Santos Dumont. A regra adotada pelo governo é que só são autorizados voos que tenham condições de fazer a viagem de ida e volta sem reabastecer. Isso deixa de fora os destinos mais distantes desses centros, principalmente nas regiões Norte e Nordeste.

A situação preocupa o governo, principalmente porque foi constatado que os “planos B” de abastecimento de alguns aeroportos não funcionaram. Uma carga de combustível para o aeroporto de  Porto Alegre, por exemplo, não conseguiu chegar ao destino. Os caminhões não rodaram nem com o apoio de escolta.

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