Tiago Queiroz / Estadão
Tiago Queiroz / Estadão

Sem combustível, posto libera funcionários e fecha em São Paulo

Em três postos consultados pela reportagem, um já havia fechado por falta de combustível e outros dois não receberam as encomendas solicitadas

Gabriel Roca, O Estado de S.Paulo

23 Maio 2018 | 18h57

A greve dos caminhoneiros, que chegou ao terceiro dia nesta quarta-feira, 23, já afeta os postos de combustível da capital paulista. O posto do supermercado Carrefour do bairro do Limão, na zona norte, encerrou as atividades por volta das 17h, já que desde as 15h30 não havia mais combustível em suas bombas.

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Segundo um funcionário do estabelecimento, normalmente há dois abastecimentos por dia, um pela manhã, outro no final da tarde, mas o posto não recebe as encomendas desde a manhã da terça-feira, 22.

Na mesma rua, um posto de bandeira Ipiranga também encontra dificuldades para continuar operando. Um frentista explica que recebeu combustível pela última vez às 16h da última terça-feira, mas o carregamento que era esperado para o dia não chegou.

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Segundo o funcionário, não há previsão para entregas e o combustível que há nas bombas deve ser suficiente para seguir com as vendas até o meio da tarde desta quinta-feira, 24.

O posto Shell Papa Rede, também na zona norte, vende em média 135 mil litros de combustível por dia, trazidos por três entregas diárias de caminhões, duas pela manhã e uma pela noite. Entretanto, o último carregamento que chegou foi o da noite desta terça-feira. Também não há previsão de entrega do combustível.

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Com o posto vizinho já fechado, o movimento nas bombas aumentava. Um funcionário do estabelecimento acredita que o combustível das bombas será suficiente até a noite desta quarta-feira, 23.

Segundo os funcionários, não houve aumento no preço devido a escassez do produto nas bombas de combustível.

A Plural, associação de distribuidoras de combustível que representa a Shell e a Ipiranga, afirmou que "está atenta às manifestações e apoia as autoridades para mitigar eventuais transtornos à sociedade. A Associação acionou um Comitê de Gerenciamento de Crises para coordenar as ações em torno desta situação e informar ao mercado e ao Governo sobre a evolução do cenário. A Plural também solicitou desde o dia 21/5 apoio à Casa Civil da Presidência da República, à ANTT e aos Ministérios dos Transportes e da Segurança Pública para que seja assegurada a livre circulação dos caminhões de distribuição de combustíveis e lubrificantes. A polícia rodoviária federal também foi acionada e estamos confiantes na rápida solução para a situação."

Já o Carrefour informou que "alguns de seus postos de combustíveis encontram-se temporariamente fechados por falta de reabastecimento de fornecedores que estão sendo impactados com a greve do transporte". Também reforçou que acompanha "atentamente os movimentos dos caminhoneiros e a negociação com o Governo, além de estudar medidas alternativas em conjunto com seus fornecedores."

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