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Sem CPMF juro vai subir, diz Meirelles

Para presidente do BC, extinção exigiria cortes drásticos de despesas

Ribamar Oliveira e Renata Veríssimo, O Estadao de S.Paulo

31 de outubro de 2007 | 00h00

Em meio ao esforço do governo para aprovar a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou ontem que a extinção do tributo pode levar a um aumento nos juros. Segundo ele, o fim da CPMF teria forte impacto nas receitas do governo, o que exigiria, para garantir o equilíbrio das contas públicas, cortes drásticos em despesas importantes do governo, o que teria reflexos na sociedade.''''É matemático. Se cortar receita, terá de eliminar despesas'''', afirmou, em audiência pública no Congresso Nacional. ''''Não podemos nos iludir em relação a cortarmos uma receita e ao mesmo tempo manter as despesas.'''' Meirelles avalia que a eliminação da CPMF, sem a contrapartida de cortes de despesas, reduziria o superávit primário (economia para pagamento de juros), elevando a dívida pública e, conseqüentemente, causando impacto nas taxas de juros. Nesse cenário, os danos seriam sobre toda a economia brasileira.Depois da audiência, em entrevista coletiva, o presidente do BC disse que ''''o importante no caso da política monetária é que, no decorrer do tempo, o superávit primário seja mantido para que a dívida pública continue a cair e ajude na diminuição da taxa de juros real''''. segundo ele, a manutenção do superávit aumenta os recursos disponíveis para o setor privado continuar investindo.Meirelles disse que sua opinião sobre a extinção da CPMF teve por objetivo acrescentar informações ao debate sobre a prorrogação do tributo. ''''Fiz essa colocação, técnica, como banqueiro central, para dar mais subsídios para essa discussão.''''GRADUALISMONa mesma audiência, Meirelles também justificou a pausa na queda dos juros com o argumento de que a atuação da autoridade monetária tem de ser ''''preventiva e não reativa''''. Ele defendeu o ''''gradualismo'''' na condução da política monetária porque os choques na economia têm persistência ao longo do tempo e as informações sobre a economia ficam disponíveis de forma gradual para o BC.Meirelles criticou as avaliações de alguns analistas de que as últimas previsões para a inflação mostram que o Comitê de Política Monetária (Copom) errou na última reunião. A estimativa do mercado é de que a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficará em 3,86% este ano. Há quatro semanas, a previsão era de 4%.''''Utilizar resultados de curto prazo induz a erros de avaliações da política monetária'''', disse Meirelles. ''''Nenhum banco central toma decisões para controlar a inflação corrente.'''' Segundo ele, há uma defasagem dos efeitos da política monetária que precisa ser considerada. ''''A inflação corrente resulta de decisões de política monetária tomadas no passado, pois as decisões tomadas agora só terão efeito no segundo semestre de 2008 ou em 2009.''''

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