Sem dinheiro federal, SP usa recurso próprio

Governo não quer atrasar a entrega da obra nem o leilão da concessão, previsto para o início de 2018

André Borges e Lu Aiko Otta, O Estado de São Paulo

17 Dezembro 2017 | 22h32

BRASÍLIA - Dono do maior e mais antigo programa de concessão de rodovias, São Paulo está usando recursos próprios para construir a parte federal do Rodoanel Norte e, assim, não atrasar a entrega da obra nem o leilão da concessão, previsto para o início de 2018. Foi o que informou ao Estado o diretor da Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp), Giovanni Pengue Filho.

“Mesmo com o atraso no repasse, o governo de São Paulo está honrando com o compromisso de entregar o Rodoanel Norte”, afirmou. O leilão para explorar 47 quilômetros da via está marcado para o dia 10 de janeiro. A tarifa de pedágio está fixada em R$ 3,30. O vencedor da disputa será o que oferecer maior valor de outorga, cujo valor mínimo é R$ 460 milhões.

Pela programação, o concessionário assinará o contrato em março de 2018 e receberá um trecho da rodovia, entre a Avenida Raimundo Pereira Magalhães e o entroncamento com a rodovia Fernão Dias. Em agosto, receberá o segundo trecho, desde a ligação com a Fernão Dias até a via Dutra. Essa obra é bancada parte pelo governo do Estado e parte pelo governo federal. O atraso na parte da União trouxe à capital federal o governador Geraldo Alckmin, que cobrou diretamente o presidente Michel Temer.

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