Sem Ferrari e outras ‘estrelas’, Salão do Automóvel aumenta atrações

Para suprir ausência de superesportivos, número de modelos expostos deve crescer de 450 para 500

Gustavo Porto, da Agência Estado,

17 de setembro de 2012 | 18h11

SÃO PAULO - Principal evento do setor automotivo do País, o Salão do Automóvel de São Paulo terá, na sua 27ª edição, a ausência de suas principais estrelas. Os 750 mil visitantes esperados para a mostra, entre 24 de outubro e 4 de novembro, não verão os superesportivos da Ferrari, Lamborghini e Maserati, nem mesmo os luxuosos carros da Rolls-Royce. Para suprir a ausência, os organizadores do evento apostam no aumento do número de modelos expostos, que deve saltar de 450, na edição de 2010, para 500 na deste ano.

"É claro que preocupa (a ausência), mas foi decisão unilateral da importadora que trabalha com marcas ícones, mesmo depois de ter seu espaço reservado e a negociação em curso", afirmou Paulo Octavio Pereira de Almeida, vice-presidente comercial da organização do Salão do Automóvel, numa referência ao anúncio do Grupo Via Italia de não participar do evento.

Segundo a importadora dos superesportivos italianos e da luxuosa marca inglesa, a decisão de não participar do Salão ocorreu "por motivos estratégicos". Em nota, a companhia informa que "apesar da visibilidade que gera para os participantes, o Grupo Via Italia decidiu redirecionar os investimentos de marketing dessas marcas nesse ano para novos empreendimentos", relatou.

Com a ausência das marcas, de outros esportivos artesanais, como os da sueca Koenigsegg e da italiana Pagani Zonda, bem como os carros das chinesas Lifan e Effa, que passam por reestruturação no País, os organizadores redimensionaram os espaços para outras companhias. O lugar reservado para a Ferrari, por exemplo, será ocupado pelos veículos da alemã Porsche. "Estamos montando um quebra-cabeça e posso garantir que o mercado estará bem representado com as 45 marcas expostas", disse Almeida.

Segundo ele, o Salão do Automóvel 2012 deve ocupar os 85 mil metros quadrados do Pavilhão de Exposições do Anhembi, mas o redimensionamento dos estandes fará com que a área de exposição cresça 7% ante a edição de 2010.

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