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Sem impostos, gasolina é vendida 40% mais barata

No Dia da Liberdade de Impostos, entidades bancam custos de Cide, PIS, Cofins e ICMS, que elevam litro do combustível de R$ 1,46 para R$ 2,39

Márcia De Chiara, O Estadao de S.Paulo

26 de maio de 2009 | 00h00

Em busca de gasolina 40% mais barata, o paulistano não poupou quilômetros rodados ontem, Dia da Liberdade de Impostos. Logo pela manhã, quando viu pela TV que o combustível seria vendido algumas horas sem impostos, o policial militar Rodrigo Pegado, por exemplo, saiu de Guarulhos e andou 20 quilômetros de moto até um posto de combustível, em Perdizes, na zona oeste da capital, para desembolsar apenas R$ 1,46 por litro de gasolina. O preço normal do litro de combustível, com impostos como Cide, PIS, Cofins e ICMS, é R$ 2,39. "Apesar da distância, acho que vale a pena, porque uso moto."O vendedor Osvaldo Flamínio Jr foi outro consumidor que atravessou a cidade - saiu da zona sul para a zona oeste - para poupar com impostos. "Acho um absurdo pagar 40% de imposto na gasolina. O Brasil deveria copiar o modelo dos Estados Unidos, onde o imposto é destacado do preço."Flamínio e Pegado sintetizam o esforço e a indignação dos 240 consumidores que participaram ontem, em São Paulo, da campanha feita pelo Instituto Mises Brasil e o Movimento Endireta Brasil. O objetivo de vender gasolina sem impostos foi conscientizar a população sobre a elevada carga tributária embutida nos preços dos produtos. "Escolhemos a gasolina para demonstrar o peso dos impostos porque é uma commodity", disse Ricardo Salles, coordenador do Movimento Endireita Brasil, que coordenou a campanha em São Paulo.Além de São Paulo, a gasolina foi vendida sem impostos em mais três capitais: Rio de Janeiro, Porto Alegre e Belo Horizonte. Em cada uma delas, a campanha foi organizada e patrocinada por entidades locais. Nas quatro cidades, foram vendidos ontem cerca de 20 mil litros de gasolina sem impostos.Segundo Salles, a diferença entre o preço cheio do combustível e aquele sem impostos girou em torno de R$ 20 mil. Em cada cidade, uma das entidades promotora da campanha bancou os custos. No caso de São Paulo, o Instituto Mises Brasil desembolsou R$ 6 mil. O coordenador do evento observou que data do protesto foi marcada para o dia 25 de maio porque corresponde aos 145 dias, transcorridos desde 1º de janeiro, que o brasileiro trabalha só para pagar tributos durante o ano."Em 28 minutos as senhas se esgotaram", contou a dona do posto de combustível Centro Automotivo Portal das Perdizes, Patrícia Kullaif. O primeiro consumidor da fila chegou ao posto às 5h30 e as senhas começaram a ser distribuídas às 9h. Diante da enorme filha que se formou na Avenida Sumaré, onde fica o posto, a venda do combustível, marcada para começar às 10h, foi antecipada."Passei por aqui às 8h e a distribuição de senhas não tinha começado. Quando voltei às 9h30, não tinha mais senha", lamentou Rener César Chianchetti. Ele disse que não tinha a exata noção de quanto há embutido de impostos no preço da gasolina. Agora ele já tem.

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