Sem indústria, Brasil está condenado a ter crescimento mais baixo, diz presidente do IEDI

Pedro Passos diz que políticas industriais de incentivo não têm efeito sem acerto de câmbio e juros

Álvaro Campos e Dayanne Sousa, Agência Estado

18 de novembro de 2014 | 13h56

O presidente do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI), Pedro Passos, considerou que o Brasil estará condenado a ter taxas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) baixas, sem a indústria. O empresário, sócio-fundador da Natura, disse que a indústria brasileira passa pela prior crise das últimas décadas. Passos participou do evento "Prioridades para o avanço da indústria", da série Fóruns Estadão Brasil Competitivo.

Passos considerou que aspectos macroeconômicos têm prejudicado o setor industrial e avaliou que políticas de incentivo específicas não terão efeito sem um acerto em questões como o câmbio e os juros. "No IEDI, não defendemos que o câmbio seja a solução para todos os problemas da indústria, mas, com o câmbio sobrevalorizado que tivemos por um longo período, não há ganhos de produtividade que possam satisfazer essa equação", comentou. "Mesmo que tenhamos propostas no âmbito da indústria, se não acertarmos a parte macroeconômica, não haverá política suficiente para recuperar a indústria", concluiu.

Passos contestou ainda a visão de que a indústria não seja essencial como vetor de crescimento do País. Ele citou estudo da consultoria McKinsey, o qual concluiu que, mesmo se a economia do Brasil crescer a taxas anuais de 3,2%, o País ainda vai regredir em renda per capita. "Pensar num modelo de desenvolvimento que não tenha a indústria é condenar o País a ter crescimento baixo", afirmou.

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