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Sem investimento, Bolívia cogita racionamento elétrico

O Governo boliviano advertiu nesta sexta na capital mexicana que pode haver um racionamento elétrico em 2007 caso não ocorram investimentos que aumentem a capacidade de produção de energia da Bolívia.O vice-ministro de Eletricidade boliviano, Jerges Mercado, disse durante sua participação no I Fórum de Integração Energética Regional, encerrado hoje na Cidade do México, que "é necessário garantir o mercado interno de energia" na Bolívia."Se, no próximo ano, não houver investimentos, poderemos ter um racionamento elétrico", sustentou.A Bolívia precisa gerar cerca de 300 megawatts a mais nos próximos cinco anos e garantir a provisão energética necessária, explicou o vice-ministro.Mercado indicou que fica "complicado" para o Governo financiar esses investimentos e, por isso, pediu às empresas privadas que façam estes projetos.Segurança?O vice-ministro garantiu que as empresas podem ter "absoluta segurança jurídica" e obter lucros na Bolívia, embora tenha ressaltado que o lucro deve ser "razoável".Mercado destacou que a Bolívia busca o acesso universal à eletricidade e explicou que, nas áreas rurais do país, de cada cem pessoas 63 carecem do serviço elétrico, algo que qualificou como uma "vergonha nacional em pleno século XXI".O vice-ministro insistiu em que a Bolívia não é "inimigo das empresas", ao se referir à polêmica nacionalização dos recursos naturais promulgada pelo presidente Evo Morales em maio."No processo de nacionalização que realizamos não houve nenhuma desapropriação e o que deve acontecer é uma negociação de novos contratos que deverão ser referendados pelo Congresso", disse.O fato de o Parlamento referendar os contratos das petrolíferas é "a melhor prova de segurança jurídica", afirmou.A Bolívia defende que os contratos assinados entre o Governo boliviano e as petrolíferas estrangeiras antes da nacionalização do petróleo são ilegais porque não foram aprovados pelo Congresso, como estipula a Constituição.Mercado criticou também o papel da Organização Latino-Americana de Energia, que organizou o Fórum de Integração Energética Regional e que hoje realizará sua 37º Reunião de Ministros, com representantes de 21 dos 26 países que a compõem.O vice-ministro manifestou que o organismo multilateral foi criado pelos estados e que são eles os que devem estimular a integração energética regional e não as empresas.O programa do Fórum de Integração Energética Regional foi alvo de suas críticas porque, segundo ele, houve uma desproporção entre o número de apresentações que deram as empresas e as que ofereceram os Estados-membros da Organização Latino-Americana de Energia."A integração não pode ser um simples negócio mercantilista, ela deve implicar na integração dos povos para que seja justa", concluiu.

Agencia Estado,

09 de setembro de 2006 | 07h55

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